Comerciantes do interior do Acre vĂŁo Ă  posse de Cameli: “As pessoas precisam crescer”

Por TON LINDOSO, DA CONTILNET 01/01/2019 Ă s 22:42 Atualizado: hĂĄ 7 anos

Na posse do governador Gladson Cameli, nesta terça (1Âș) teve de tudo: pessoas vestidas de verde e amarelo, famĂ­lias que permaneceram durante todo o dia acompanhando cada passo do novo governador, pequenos atos de protesto contra membros de partidos do antigo governo e, tambĂ©m, comerciantes que vislumbraram a oportunidade de ganhar uma renda extra na posse histĂłrica – que contou com a cobertura massiva da imprensa e a impressionante participação do legislativo; algo destacado, inclusive, pelo presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Ney Amorim (PT), durante a sessĂŁo.

AntÎnio Silva, 53 anos, saiu de Sena Madureira para vender churros. E foi na posse do governador Gladson Cameli que ele uniu duas coisas: a oportunidade de garantir uma renda extra e estar junto de centenas de pessoas com a mesma esperança que ele.

“A gente tĂĄ cansado de tanta coisa ruim. Espero que a gente tenha segurança e emprego. Acho que essas duas coisas que o acreano mais precisa, com urgĂȘncia. A economia precisa girar, as pessoas precisam se sentir bem e crescer na vida”, afirmou AntĂŽnio Ă  reportagem do ContilNet, depois de revelar que chegou no local por volta das 9 da manhĂŁ e pretendia lucrar, em mĂ©dia, R$ 600.

Comerciantes do interior do Acre vĂŁo Ă  posse de Cameli: "As pessoas precisam crescer"

Silva diante do seu carrinho de churros: cansado das coisas ruins/Foto: ContilNet

Rosenira Cardoso, 32, vende doces e balas. Veio de mais longe: ela Ă© de Pauini, regiĂŁo do Purus. Rosenira nem acreana Ă© – pelo menos nĂŁo no registro, como brinca. Ela chegou ao Acre hĂĄ algum tempo, na expectativa de melhores dias com o novo governo e, quem sabe, ficar de vez no estado. Na posse de Gladson, ela era sĂł alegria.

“Estou esperando coisa boa desse governo, hein? [risos]. Espero que tenha segurança, precisamos de muita segurança”, disse.

Por causa dessa ĂȘnfase em segurança, a pergunta seguinte feita a Roseni foi se onde ela mora, aqui, nĂŁo Ă© seguro. E a reposta foi enfĂĄtica: “Deus me livre, nĂŁo pode nem andar de noite. Sete [horas] da noite, todo mundo tĂĄ dentro de casa. NĂŁo pode nem ir pra igreja. NĂŁo tem polĂ­cia, nĂŁo tem nada”, reclamou. Ela estĂĄ alojada no bairro 6 de Agosto.

Comerciantes do interior do Acre vĂŁo Ă  posse de Cameli: "As pessoas precisam crescer"

Rosenira vive atualmente na 6 de Agosto: à noite medo até de ir à igreja/Foto: ContilNet

Rosenira é mais otimista que seu AntÎnio: espera lucrar mil reais. Mas, para atingir seu objetivo, o esforço foi maior: ela chegou ao Centro da cidade às 7 horas para vender seus produtos. Mas, quando perguntada sobre o que espera do governo, ela respondeu que, mesmo querendo bastante coisas boas, quer o mínimo.

“Eu espero pelo menos andar na rua, pra quando eu tiver voltando do trabalho nĂŁo ser assaltada. É o mĂ­nimo que a gente, que trabalha, merece”.

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