O governador Gladson Cameli teria neste instante sobre a mesa um plano C para levar adiante seu apoio à reeleição da Socorro Neri (PSB): desistir de ir para o PSDB e ficar sem partido, jÔ que não tem sido tarefa fÔcil convencer aliados de que a atual prefeita mereceria mais quatro anos de mandato.
O plano partiu de assessores mais próximos, lideradores pelo chefe da Casa Civil Ribamar Trindade. Eles querem evitar que o governador se envolva em uma briga polĆtica pior que a travada com os dirigentes do Progressistas, que nĆ£o compraram a ideia de Gladson e decidiram permanecer com TiĆ£o Bocalom, o que provocou a saĆda de Cameli do partido.
Embora importante, não é necessÔrio que o governador esteja filiado a uma legenda para criar alianças em torno da candidatura de Socorro Neri. Segundo Cameli, o Solidariedade e o Democratas jÔ embarcaram na sua ideia, além do apoio isolado de uma das principais lideranças dos Republicanos, o deputado federal Manoel Marcos.
Outras alianças ainda podem ser formadas até a oficialização de uma chapa, o que aumentaria o tempo de TV na campanha da prefeita.
A previsĆ£o Ć© que o governador tome uma decisĆ£o atĆ© o final desta semana. Antes, ele deve se reunir com a cĆŗpula do PSDB local para a primeira ā e, possivelmente, Ćŗltima ā investida. Na semana passada, ele anunciou que migraria para o ninho tucano após convite da presidĆŖncia nacional e dos trĆŖs governadores do partido, entre eles JoĆ£o Dória, de SĆ£o Paulo.
Gladson chegou a falar que tentaria, com o aval da nacional, levar a sigla para o palanque de Socorro Neri, só que como vice. A notĆcia desagradou membros do partido, que fazem questĆ£o de explanar aos quatro ventos que o governador Ć© bem-vindo, mas nĆ£o mexe na candidatura de Minoru, que Ć© o favorito nas pesquisas de intenção de voto.
