Promulgada lei que contempla mulher vĂ­tima de violĂȘncia em Dourados

Promulgada lei que contempla mulher vĂ­tima de violĂȘncia em Dourados
Laudir promulgou nesta terça-feira a lei de iniciativa da vereadora Lia Nogueira Foto: Assessoria

DOURADOS (MS) – O presidente da CĂąmara Municipal, Laudir Munaretto, promulgou nesta terça-feira (8) a Lei n° 4.630, de 08 de junho de 2021, que institui Programa de Incentivo Ă  Contratação de Mulheres em situação de violĂȘncia domĂ©stica em Dourados, segundo maior no MunicĂ­pio de Mato Grosso do Sul, a 250 km da capital Campo Grande.

A lei Ă© de autoria da vereadora Lia Nogueira e havia sido vetada pelo executivo municipal, mas voltou para o Legislativo por perda de eficĂĄcia de prazo. Sem necessidade de voltar a plenĂĄrio, a lei foi promulgada pelo presidente da Casa de Leis.

A proposta da vereadora, agora lei, tem por objetivo apoiar a autonomia financeira da mulher vĂ­tima de violĂȘncia domĂ©stica em situaçÔes de vulnerabilidade econĂŽmica, por meio de sua inserção no mercado de trabalho, “com prioridade e o devido acompanhamento”.

“O programa consiste em mobilizar as empresas e estabelecimentos comerciais localizados no MunicĂ­pio a disponibilizarem vagas de emprego, com prioridade, Ă s mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica e familiar, atravĂ©s da criação do “banco de empregos”, onde as empresas interessadas em participar do programa farĂŁo seu cadastro junto ao Poder Executivo Municipal”, prevĂȘ artigo 3Âș da lei.

Estimular empresas a ‘contribuir’

Lia ressalta que a ideia Ă© estimular as empresas a terem um olhar diferenciado e dar espaço Ă s mulheres vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica. Muitas destas vĂ­timas, conforme Lia Nogueira, vivem relaçÔes abusivas, tĂłxicas e de violĂȘncia, mas devido a dependĂȘncia financeira de seus maridos e companheiros, nĂŁo conseguem se libertar deste cĂ­rculo vicioso.

O Mapa da ViolĂȘncia Contra a Mulher em Mato Grosso do Sul mostra que quase metade das vĂ­timas nĂŁo registra nem ocorrĂȘncia policial, nĂŁo sĂł por medo ou receio, mas tambĂ©m porque se sentem desprotegidas e sem condiçÔes financeiras de prover os seus lares.

“É uma realidade muito triste. SĂŁo mulheres que querem se libertar sim destes agressores, destas relaçÔes abusivas, mas nĂŁo encontram meios para isso. Normalmente, sĂŁo mulheres que sempre se limitaram ao papel de donas de casa e como nĂŁo tĂȘm um trabalho fora, nĂŁo geram renda e acabam dependentes de uma situação insustentĂĄvel e infelizmente”, destacou Lia Nogueira quando da apresentação do projeto na CĂąmara.

Moradora de Dourados

Pela lei, a assistĂȘncia especificada restringe-se Ă s mulheres domiciliadas no MunicĂ­pio de Dourados, em situaçÔes de violĂȘncia domĂ©stica e familiar, devendo a mulher interessada apresentar documentos como: NĂșmero do protocolo do registro do Boletim de ocorrĂȘncia expedido pela Delegacia de PolĂ­cia Civil; e documento comprobatĂłrio de Ingresso no Sistema de Justiça (denĂșncia da violĂȘncia).

A empresa receberå as mulheres com prioridade e farå a seleção de acordo com os critérios de admissão qualificação, e vagas disponíveis. Quando houver a contratação de uma das mulheres por meio deste programa, a empresa deverå encaminhar a informação de admissão.

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