Os bolsonaristas presos em BrasĂlia por atos de terrorismo na Praça dos TrĂȘs Poderes no Ășltimo dia 8 de janeiro, inclusive os do Acre, devem ser recambiados para seus estados de origem. Pelo menos Ă© isso o que pediu, nesta sexta-feira (27), a juĂza Leyla Cury, da Vara de ExecuçÔes Penais do Distrito Federal (VEP-DF).
A magistrada encaminhou pedido Ă presidĂȘncia do Tribunal de Justiça do Distrito Federal dos TerritĂłrios (TJDFT) para que os presos por participação nos atos terroristas sejam transferidos para os respectivos estados de origem. Dos 925 presos que continuam no sistema penitenciĂĄrio do Distrito Federal, a “ampla maioria”, segundo a juĂza, seria de fora da capital do paĂs.
Como justificativa para o pedido, a magistrada alegou que o sistema prisional de BrasĂlia ficou superlotado apĂłs a chegada dos presos, detidos por invadirem e depredarem as sedes dos TrĂȘs Poderes. Mais de 1,3 mil pessoas continuam na cadeia apĂłs passarem por audiĂȘncia de custĂłdia.
Leila Cury protocolou o pedido na quinta-feira (26) mas a Justiça sĂł tornou o acesso pĂșblico nesta sexta-feira. â[âŠ] O sistema prisional do DF recebeu um total de 1.398 pessoas presas, por determinação do excelentĂssimo senhor ministro do STF [Supremo Tribunal Federal] Alexandre de Moraes. [âŠ] A ampla maioria das 925 pessoas que permanecem no sistema prisional do DF nĂŁo sĂŁo residentes do DFâ, afirmou a juĂza.
Ela argumentou ainda que, entre as medidas necessårias para acomodar os novos presos, a Secretaria de Administração Penitenciåria do Distrito Federal (Seape) precisou suspender algumas atividades administrativas até terça-feira (31).
âOcorre, porĂ©m, que, caso essas medidas permaneçam suspensas por mais tempo, tal circunstĂąncia certamente trarĂĄ efeitos negativos, nĂŁo apenas para a Seape/DF, como para esta VEP/DF, porque a presença dessas pessoas no sistema prisional local impacta sobremaneira a gestĂŁo das unidades prisionais e, igualmente, traz efeitos sobre o funcionamento deste juĂzo, considerando o expressivo aumento das demandas relacionadas Ă apreciação de pedidos afetos Ă sua competĂȘncia legal, como a implementação dos direitos carcerĂĄrios previstos na Lei de ExecuçÔes Penaisâ, acrescentou.

