A agenda da governadora Mailza Assis em BrasĂlia nesta semana tem um objetivo central: reduzir a tensĂŁo polĂtica com o senador Márcio Bittar, um dos principais aliados histĂłricos do campo conservador no Acre e peça-chave nas articulações para as eleições de 2026.
Nos bastidores, o clima entre os dois nĂŁo Ă© dos melhores. Interlocutores prĂłximos ao senador relatam insatisfação crescente com o tratamento que ele vem recebendo de integrantes do nĂşcleo polĂtico do governo estadual. A avaliação Ă© de que há um distanciamento que, se nĂŁo for contido, pode comprometer a construção de alianças futuras.
Um dos pontos mais sensĂveis diz respeito Ă disputa por espaços polĂticos. Lideranças ligadas ao senador afirmam que aliados da governadora teriam avançado sobre bases do PL no estado, atraindo prĂ©-candidatos que antes orbitavam a estrutura comandada por Bittar. O movimento Ă© visto como uma espĂ©cie de “invasĂŁo de territĂłrio”, acirrando ainda mais a relação.
O desgaste chegou a um nĂvel em que, segundo relatos, o senador já nĂŁo demonstra disposição para participar de reuniões no gabinete da governadora para tratar diretamente das eleições de 2026. Esse gesto Ă© interpretado por aliados como um sinal claro de desconforto e de que a relação precisa ser recalibrada.
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AlĂ©m disso, chama atenção o silĂŞncio de Márcio Bittar sobre o episĂłdio. Procurado por interlocutores e pela imprensa, o senador tem evitado comentar publicamente o assunto. Nos bastidores, a postura Ă© interpretada como estratĂ©gica, indicando cautela e insatisfação, mas tambĂ©m como um recado polĂtico de que nĂŁo pretende expor o conflito neste momento.
Diante desse cenário, a ida de Mailza a BrasĂlia ganha contornos estratĂ©gicos. A expectativa Ă© de que haja uma tentativa de reaproximação, com diálogo direto para alinhar posições, conter ruĂdos internos e evitar um racha dentro do mesmo campo polĂtico.
Analistas avaliam que, embora o momento seja de tensĂŁo, ainda há espaço para recomposição. Tanto Mailza quanto Bittar compartilham interesses convergentes no plano eleitoral e sabem que uma divisĂŁo pode enfraquecer o grupo no estado. O desafio, agora, Ă© transformar o diálogo em entendimento concreto e reestabelecer uma relação baseada em confiança polĂtica.

