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Cotidiano

Benefícios corporativos: Procura por cartões flexíveis cresce no Brasil

Por afonsobenites 03/08/2026 20:04 Atualizado em 03/08/2026 20:06
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Um mercado que movimenta 150 bilhões de reais por ano e alcança mais de 20 milhões de brasileiros está passando por uma verdadeira revolução.

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A chegada dos cartões de benefícios corporativos flexíveis está mudando a dinâmica entre empresas, funcionários e estabelecimentos comerciais, impulsionada tanto por avanços tecnológicos quanto por mudanças regulatórias.

Crescimento dos benefícios flexíveis

Os cartões de benefícios flexíveis reúnem em um único instrumento diferentes categorias de auxílio, como mobilidade, educação, refeição e alimentação.

“Não tem como você hoje ter um cartão para a mobilidade, um cartão para a refeição, um cartão para a alimentação”, afirmou Tiago Barra, diretor de Marketing da Swile Brasil, ao Hora H desta segunda-feira (3), destacando que os benefícios flexíveis “têm que dominar o mercado”. Segundo ele, é possível separar sistematicamente cada categoria dentro das carteiras do cartão.

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Um dos reflexos mais visíveis desse crescimento está nos benefícios sazonais. Um levantamento da Swile, feito a partir de uma base de mais de um milhão de usuários, mostra que a procura pelo Vale Natal cresceu 56% em 2023, dobrou no ano seguinte e avançou outros 23% em 2025.

O gasto médio por usuário chegou a 330 reais, sinalizando o avanço das soluções digitais e personalizáveis sobre os modelos físicos tradicionais, como a cesta de Natal.

Mudanças regulatórias no setor

A transformação no mercado de benefícios corporativos não é apenas tecnológica — ela também é regulatória.

As novas regras do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) proíbem práticas anteriormente comuns, como a cobrança de taxas de até 8% dos restaurantes e mercados, e limitam esse percentual a no máximo 3,6%. Além disso, o prazo de repasse do dinheiro foi reduzido de 30 para até 15 dias.

Para os estabelecimentos comerciais, as mudanças trazem alívio significativo. Anteriormente, restaurantes precisavam firmar contratos individuais com cada bandeira de cartão de benefício.

Com as novas regras de interoperabilidade, o benefício flexível passa a ser aceito em qualquer local que opere com as bandeiras tradicionais de cartão.

Impacto para restaurantes e empresas

A questão do fluxo de caixa dos restaurantes também foi abordada. Segundo o presidente da Associação Nacional de Restaurantes, Erik Momo, o prazo alongado de recebimento forçava os estabelecimentos a antecipar valores, o que gerava cobranças adicionais.

“O restaurante precisa ter fluxo de caixa. Para ele ter fluxo de caixa, se ele tiver muito movimento, como ele vai pagar o fornecedor? Ele acaba tendo que antecipar. E quando ele antecipa, ele é, entre aspas, penalizado por uma cobrança nessa antecipação”, explicou.

Para as empresas, a interoperabilidade e o teto para cobrança de taxas nivelam o mercado e aumentam a concorrência entre as operadoras de vouchers corporativos, abrindo espaço para novos entrantes competirem com as empresas já consolidadas no setor.

Cuidados com o Vale Natal e a natureza salarial

O fornecimento de cartões de benefícios com créditos livres, como o Vale Natal, exige atenção redobrada das empresas. Quando o cartão substitui a cesta de Natal, o PAT determina que o saldo fique destinado exclusivamente à compra de alimentos e refeições prontas.

Nesse caso, o setor de RH e as operadoras são obrigados a bloquear a aquisição de produtos não alimentícios, como bebidas alcoólicas, cigarros e eletrodomésticos.

Daniel Queiroz, professor de Direito do Trabalho, alertou sobre os riscos jurídicos de benefícios sem categorização adequada.

“Se os trabalhadores passarem a utilizar esses valores para efetuar pagamentos em pet shop, assinaturas de streaming, ou seja, quando nós temos esse saldo livre sem qualquer categorização, por vezes é possível que reste ali caracterizada a natureza salarial desses valores”, explicou.

Mês a mês, o mercado de benefícios corporativos segue se modernizando com novas tecnologias, novos produtos e novos desafios.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites.

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites
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