23/09/2026

Candidato com nanismo é desclassificado em teste físico de concurso para delegado

Participante havia sido aprovado nas etapas teóricas, mas foi reprovado após prova de salto

Por Fhagner Soares, ContilNet
Caso envolve exigência de salto mínimo no teste físico e gerou debate sobre adaptação/ Foto: Reprodução

O candidato Matheus Menezes Matos, de 25 anos, foi desclassificado do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais após não conseguir realizar uma prova de salto durante o Teste de Aptidão Física (TAF).

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Nanismo, o candidato precisou cumprir a exigência de salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal, parâmetro considerado incompatível com sua condição física.

A entidade afirmou que, em situações envolvendo candidatos com deficiência, o teste físico deveria considerar avaliações individualizadas e critérios adaptados, garantindo compatibilidade entre as exigências da prova e a condição apresentada.

Candidato com nanismo é desclassificado em teste físico de concurso para delegado

Caso envolve exigência de salto mínimo no teste físico e gerou debate sobre adaptação/ Foto: Reprodução

Em nota, a Polícia Civil informou que o concurso para Delegado de Polícia Substituto, referente ao edital 01/2024, oferece 54 vagas, sendo 10% destinadas a candidatos com deficiência que comprovem a condição conforme a legislação.

De acordo com a corporação, Matheus foi aprovado nas etapas de prova objetiva, dissertativa e oral, além dos exames biomédicos. No entanto, acabou reprovado nos exames biofísicos, considerados essenciais para o exercício da função policial.

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Ainda segundo a instituição, a exigência de aptidão física está prevista na legislação que rege a carreira policial, já que as atividades podem envolver perseguições, superação de obstáculos em locais de difícil acesso e participação em operações que exigem mobilidade e resistência física.

Após a divulgação do caso, a defesa do candidato afirmou que ele e familiares passaram a receber ataques e comentários ofensivos nas redes sociais. Em nota, os advogados ressaltaram que o debate público sobre o episódio é legítimo, mas deve ocorrer dentro dos limites do respeito, da dignidade da pessoa humana e da legalidade.

Conteúdo Original / Fonte: Redação, ContilNet

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