Confundida em supermercado, Cármen Lúcia ouve críticas sobre si mesma sem ser reconhecida

Declaração sobre "desinteligência natural" foi feita durante relato de agenda em Belo Horizonte

Por Fhagner Soares, ContilNet 25/07/2026 às 12:06
Magistrada lembrou que não possui conta em redes sociais e usou episódio para alertar sobre desinformação | Foto: Reprodução

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, relatando uma situação inusitada vivenciada em Belo Horizonte (MG). Ao sair de um supermercado carregando sacolas de compras, a magistrada foi abordada por uma mulher que não a reconheceu, mas afirmou que ela era “muito parecida” com a integrante da corte superior.

Durante a conversa, a pedestre pediu para tirar uma fotografia com a ministra sob o argumento de que publicaria a imagem no Instagram para “enganar todo mundo”. Segundo o relato de Cármen Lúcia, a mulher justificou a certeza de que não se tratava da autoridade pública por considerar que a verdadeira magistrada seria “rabugenta” e não estaria na rua fazendo compras de itens básicos, como tomate.

No diálogo, a mulher afirmou ainda que a ministra “nem devia comer tomate” por ser magra e comentou ter conhecimento da rotina de Cármen Lúcia pelas redes sociais. A magistrada, no entanto, não possui perfil oficial em plataformas digitais.

“Eu em cinco minutos fiquei sabendo que eu tinha Instagram — porque eu não tenho nada disso —, que eu era rabugenta, de cara fechada e que eu não gostava de tomate ao vivo”, relatou Cármen Lúcia.

Ao comentar o episódio, a presidente do TSE utilizou a situação para refletir sobre a propagação de conteúdos falsos, boatos e percepções distorcidas na sociedade contemporânea, comparando o impacto do comportamento humano ao avanço de novas tecnologias.

“É o que eu falo: eu não tenho medo da inteligência artificial, eu tenho medo da desinteligência natural, essa me preocupa. Atualmente o mundo não está para brincadeira”, completou a ministra.

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