23/09/2026

Corpo de advogada morta em safári na África é sepultado após 23 dias

Meire Aparecida de Amorim, que morava no Distrito Federal, foi vítima de acidente de trânsito na Namíbia

Por Fhagner Soares, ContilNet
Meire Aparecida de Amorim viajava com agência local quando veículo se acidentou/ Foto: Reprodução

Familiares e amigos se despediram, no último domingo (21), da advogada Meire Aparecida de Amorim, morta no fim do mês passado durante uma viagem de turismo na Namíbia, no continente africano. O sepultamento foi realizado no Cemitério Municipal Terra Santa, em Presidente Olegário, cidade natal da vítima localizada no interior de Minas Gerais.

O funeral ocorreu após uma espera de 23 dias, período em que o corpo da brasileira permaneceu retido no exterior. O atraso na repatriação foi provocado por uma sucessão de trâmites diplomáticos e burocráticos no país africano, iniciados logo após o acidente de trânsito que tirou a vida da advogada no dia 29 de maio.

Meire viajava em um veículo de excursão contratado junto à Chameleon Safaris Namibia, operadora local especializada em passeios de safári, quando o automóvel se envolveu em um acidente rodoviário.

A liberação dos restos mortais para o translado internacional enfrentou dificuldades logísticas em solo namibiano. O primeiro obstáculo foi a lentidão nos exames periciais e nos procedimentos de liberação legal conduzidos pelo necrotério da Walvis Bay Police Station, na cidade litorânea de Walvis Bay.

Posteriormente, o processo de repatriação travou no setor consular devido à demora no apostilamento da certidão de óbito e dos laudos médicos. O procedimento de apostilamento é uma exigência internacional que valida oficialmente documentos emitidos por autoridades estrangeiras para que tenham efeitos jurídicos no Brasil.

Profissional da área jurídica, Meire era funcionária da Caixa Econômica Federal e exercia suas funções na Gerência de Alienação de Bens Imóveis e Móveis (GEATR) no Distrito Federal. Embora estivesse radicada e vivesse em Brasília devido às obrigações profissionais na administração federal, a advogada manifestava a familiares o desejo de retornar em definitivo a Minas Gerais. Seu plano era se estabelecer novamente em Presidente Olegário assim que obtivesse a aposentadoria.

Descrita por pessoas próximas como uma mulher afetuosa, Meire deixa a mãe, os irmãos Gilberto e Beatriz, além de três filhos: Arthur, de 21 anos; Sávio, de 19; e Moara, de 17.

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