14/09/2026

Ex-assessor de Trump ataca Moraes na web e usa inteligência artificial para criar montagem

Publicação reproduz trecho do jornal britânico Financial Times sobre desdobramentos no setor financeiro

Por Redação ContilNet
Montagem gerada por inteligência artificial foi publicada por Jason Miller na rede social X/ Foto: Reprodução

O empresário Jason Miller, ex-estrategista de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede social X (antigo Twitter) uma imagem gerada por inteligência artificial que retrata o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usando uma tornozeleira eletrônica.

A postagem, feita na noite de domingo (13), veio acompanhada do trecho de uma reportagem do jornal britânico Financial Times sobre repercussões políticas e financeiras envolvendo apurações ligadas ao Banco Master. Ao comentar o texto, o aliado do ex-presidente americano afirmou que as apurações colocaram o magistrado no centro das atenções internacionais.

Esta não foi a primeira manifestação de Miller contra o integrante do STF. O estrategista norte-americano já soma mais de 50 publicações com críticas direcionadas ao ministro brasileiro na plataforma.

As investidas digitais do consultor norte-americano contra Moraes se intensificaram ao longo dos últimos meses. Em 1º de setembro, Miller havia compartilhado outra montagem gerada por inteligência artificial em que o magistrado aparecia com uma placa no pescoço contendo referências ao banco e a valores financeiros.

A sequência de comentários públicos também incluiu reações a relatórios do Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e menções diretas a reportagens sobre mensagens atribuídas a interlocutores do setor financeiro.

As manifestações de Miller ganharam tração ainda em 2025, período em que o ex-estrategista saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o julgamento no STF referente aos atos antidemocráticos. Na ocasião, o consultor divulgou fotos de protestos em cidades brasileiras como Fortaleza e classificou as decisões judiciais do tribunal como atos de conotação política.

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