Carbonização adia liberação de corpo de Oliver Tree; outras cinco vítimas são identificadas

Peritos analisam arcada dentária e colhem material genético para liberar restos mortais de artista

Por Fhagner Soares, ContilNet 16/06/2026 às 13:02
IML recorre a DNA para identificar corpo do cantor Oliver Tree após colisão no Rio/ Foto: Reprodução

O corpo do cantor Oliver Tree é o único que ainda permanece retido no Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto, na região central do Rio de Janeiro, após a colisão entre dois helicópteros ocorrida no último domingo. O processo de liberação depende da confirmação formal da identidade do artista, dificultada pelo estado de carbonização em que o corpo foi encontrado após a explosão das aeronaves.

Peritos criminais realizam análises na arcada dentária da vítima na tentativa de obter uma identificação segura e célere. Contudo, a Polícia Civil informou que amostras de material biológico já foram coletadas para a realização de exames complementares de confronto genético (teste de DNA), caso os registros odontológicos se mostrem insuficientes para o laudo definitivo.

O acidente resultou na morte de seis pessoas. Ao contrário do cantor, as outras cinco vítimas já tiveram seus corpos formalmente identificados e liberados pelos legistas. Entre os mortos na colisão aérea estão três cidadãos brasileiros e dois de nacionalidade argentina:

  • Brasileiros: Lucas Brito, Charles Marsillac e Alexandre Souza.

  • Argentinos: Gaspar Prim e Lucas Vignale.

Os procedimentos para a liberação dos corpos estrangeiros mobilizaram representações diplomáticas para viabilizar os trâmites de traslado internacional.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. As investigações policiais estão concentradas na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), delegacia da área circunvizinha ao local da queda. Os agentes coletam depoimentos de testemunhas e buscam imagens que possam registrar a aproximação dos helicópteros.

Paralelamente à esfera estritamente policial, oficiais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), conduzem as diligências técnicas no local do impacto. Os peritos do Cenipa trabalham na coleta de destroços, análise dos planos de voo e verificação das condições meteorológicas no momento da batida para determinar os fatores que contribuíram para a tragédia.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.