A França registrou 1.000 mortes acima do esperado durante a onda de calor escaldante que varreu a Europa, informou neste domingo (28) a agência de saúde pública, alertando que o número real provavelmente seria maior.
Detalhando sua contagem preliminar de mortes em excesso, a Santé Publique disse que a maioria das fatalidades envolveu pessoas idosas e que esperava que a taxa de mortalidade aumentasse à medida que mais informações ficassem disponíveis sobre mortes em residências e casas de repouso.
Os europeus enfrentam recorde de temperaturas durante uma onda de calor que foi associada a dezenas de mortes – prejudicando a produção de energia e danificando infraestrutura.
Os cientistas afirmaram que a onda de calor, que começou em 20 de junho, foi a pior registrada na Europa, onde o clima muda mais rapidamente do que a média global.
Diminuição do calor
A onda de calor tem se movido para o leste da Europa. Mas, embora a agência meteorológica francesa tenha dito que o calor extremo diminuiu na maior parte do país, algumas áreas no nordeste ainda estavam sob alerta.
A Ministra da Saúde, Stephanie Rist, disse ao jornal La Tribune que o impacto da onda de calor pode persistir por até 10 dias após as temperaturas amenizarem.
“O episódio não está terminado”, ela disse à emissora BFM.
A maioria das mortes envolveu pessoas com 65 anos ou mais, embora os efeitos sobre a saúde do calor extremo tenham afetado todas as categorias da população, disse Santé Publique.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por diegopavao


