23/09/2026

Ibama recebe periquitos que foram resgatados no interior do Acre

Órgãos orientam sobre como agir ao encontrar filhotes de psitacídeos em período reprodutivo na região

Por Fhagner Soares, ContilNetAtualizado
Periquitões-maracanã passam por avaliação comportamental no Cetas para garantir retorno seguro à mata-/ Foto: Reprodução

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou o processo de acolhimento e tratamento de quatro aves da espécie periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus) resgatadas no município de Sena Madureira. Os animais foram localizados na região do ramal Cassiriam e encaminhados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

Tratamento e Reabilitação

Ao chegarem ao Cetas, as quatro aves integraram-se a outros dois indivíduos da mesma espécie que já estavam sob cuidados da equipe técnica. No local, o grupo recebe atenção especializada voltada para a reabilitação física e comportamental. Segundo o instituto, essa etapa é considerada fundamental para assegurar que os animais consigam sobreviver de forma autônoma após o retorno ao habitat natural.

A expectativa é que, com a evolução positiva do quadro clínico de todos os seis exemplares, os animais possam ser devolvidos à vida livre em breve.

Orientações e Período Reprodutivo

O Ibama ressalta que este período do ano coincide com a época de reprodução de diversos psitacídeos, como maracanãs e papagaios. A orientação oficial para quem encontrar filhotes é observar se os pais estão nas proximidades antes de realizar qualquer intervenção humana. Caso os responsáveis não sejam localizados, os órgãos ambientais devem ser acionados imediatamente para realizar o encaminhamento seguro ao Cetas.

O crime de tráfico de animais silvestres

O tráfico de animais silvestres é uma das atividades criminosas mais nocivas à biodiversidade, sendo tipificado como crime ambiental pela Lei nº 9.605/1998. Retirar espécimes da natureza sem autorização, além de alimentar redes ilegais de comércio, causa desequilíbrios ecológicos profundos, como a interrupção da polinização e dispersão de sementes.

Muitos animais morrem durante o transporte em condições precárias ou sofrem traumas comportamentais que dificultam o retorno ao habitat. A manutenção de animais silvestres em cativeiro irregular impede a reprodução das espécies em vida livre e diminui a variabilidade genética das populações naturais, sendo essencial que a população denuncie cativeiros ilegais e não compactue com a posse desses animais sem origem legal certificada.

Conteúdo Original / Fonte: Fhagner Soares, ContilNet

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