Ao menos 48 pessoas morreram na Nigéria após ingerirem bebida alcoólica contaminada por metanol. Outras 100 pessoas continuam internadas sob cuidados médicos. A polícia do estado de Ondo, na região sudoeste do país, confirmou a prisão de 15 suspeitos de integrar a cadeia de fabricação e distribuição da substância.
As apurações das autoridades policiais indicam que cerca de 182 pessoas consumiram o produto adulterado. Segundo relatos de moradores à agência de notícias Associated Press, a contaminação ocorreu em lotes de uma bebida artesanal à base de ervas chamada “Rabo de Macaco”, conhecida pelo elevado teor alcoólico e comercializada sem fiscalização sanitária, prática comum no país africano.
O metanol, ou álcool metílico, é um composto químico incolor e inflamável destinado ao uso industrial e à produção de combustíveis. A ingestão humana da substância provoca lesões graves no sistema nervoso central, cegueira e falência múltipla de órgãos, com alto risco de morte mesmo em pequenas doses.
O episódio na África ocidental guarda semelhanças com o surto enfrentado pelo Brasil em 2025, quando bebidas falsificadas com a mesma substância circularam no mercado nacional. Levantamento do Ministério da Saúde contabilizou 76 casos confirmados de contaminação por metanol no país ao longo daquele ano, dos quais 25 evoluíram para óbito.
No Brasil, a legislação penal estabelece regras rigorosas contra o comércio de alimentos e bebidas adulterados. A falsificação, corrupção ou alteração de produtos destinados ao consumo humano é enquadrada no Artigo 272 do Código Penal, crime sujeito a pena de reclusão e aplicação de multa aos responsáveis.