23/08/2026

Moradores do Segundo Distrito lamentam interdição da ponte em Sena

Fechamento da ponte altera rotina de moradores

Por Ricardo Amaral, ContilNetAtualizado
Moradores do Segundo Distrito lamentam interdição da ponte em Sena/Foto: Reprodução

A interdição da Ponte Frei Padre Paulino Baldassari, em Sena Madureira, provocou preocupação e tristeza entre os moradores do Segundo Distrito. Considerada uma das obras mais aguardadas pela população local nos últimos anos, a ponte passou a representar um importante símbolo de integração entre os bairros e de melhoria na mobilidade urbana do município.

Após a suspensão do tráfego na estrutura, moradores da região manifestaram apreensão quanto aos impactos da medida no dia a dia da comunidade. Para muitos, a ponte é resultado de uma antiga reivindicação popular e sua interdição, poucos anos após a inauguração, gera frustração.

O presidente da Associação de Moradores do bairro Niterói, Raimundo Nonato, conhecido como Louro, afirmou que a notícia foi recebida com preocupação pelos moradores.

“Foi uma obra que aguardamos por vários anos, e é triste ver sendo interditada em tão pouco tempo. Esperamos que os responsáveis resolvam os problemas o quanto antes para que os moradores possam voltar a utilizá-la”, declarou.

Morador antigo da região, o pastor Apolinário relatou que já havia percebido alterações na estrutura nos últimos dias. Segundo ele, a situação vinha chamando a atenção de quem passa diariamente pelo local.

“Eu passo por aqui todo dia e tinha percebido que a estrutura cedeu um pouco. Isso é muito triste para nossa comunidade. Essa ponte é um verdadeiro sonho para todos nós. Esperamos que tudo se resolva o quanto antes”, afirmou.

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Após a interdição, o Governo do Acre divulgou uma nota pública esclarecendo os motivos da medida. Segundo o comunicado, uma vistoria realizada pelo 6º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar resultou na elaboração de um relatório técnico que apontou a necessidade de ações preventivas para garantir a segurança da população.

Ainda de acordo com a nota, a Construtora Cidade Ltda., responsável pela execução da obra, acatou a recomendação dos Bombeiros e orientou pela interdição imediata da ponte em razão do avanço do fenômeno conhecido como “terras caídas” nas margens do Rio Iaco. O governo informou que equipes técnicas já estão mobilizadas para analisar a situação e definir as intervenções necessárias, destacando que continuará acompanhando e fiscalizando os trabalhos para que a trafegabilidade seja restabelecida com segurança o mais breve possível.

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