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Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 1.943

Por Fhagner Soares, ContilNet 30/06/2026 às 13:23
Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 1.943

Mais de 600 tremores secundários foram catalogados no país após abalos de magnitude 7,5/ Foto: Reprodução

O número de mortos em decorrência dos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada subiu para 1.943. O balanço consolidado foi divulgado nesta terça-feira (30) pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez. De acordo com os dados oficiais do governo, a catástrofe deixou ainda 10.571 pessoas feridas e forçou o deslocamento de outras 15.866 de suas residências devido ao comprometimento estrutural de bairros inteiros.

Em relação ao patrimônio imobiliário e à infraestrutura urbana, o Executivo confirmou que 885 edificações sofreram impactos severos. Desse total, 189 edifícios desabaram por completo e o restante apresenta danos parciais. Desde o evento principal, o território venezuelano registrou 689 réplicas (tremores secundários). Rodríguez ponderou que a frequência e a intensidade dos abalos subsequentes demonstram viés de queda, mas alertou que o risco de novos colapsos de estruturas fragilizadas persiste.

Embora o Palácio de Miraflores evite estipular uma contagem oficial de cidadãos desaparecidos, a sociedade civil organizada articulou um monitoramento independente. O portal eletrônico “Desaparecidos Terremoto Venezuela”, gerido por entidades comunitárias, contabiliza mais de 42 mil notificações de pessoas cujos paradeiros permanecem desconhecidos desde os sismos.

Os abalos ocorreram de forma quase simultânea na última quarta-feira (24), com um intervalo de apenas 39 segundos entre eles. O primeiro tremor registrou magnitude 7,2 na escala Richter, com epicentro localizado nas cercanias de San Felipe e profundidade de 21,9 quilômetros. O segundo impacto, de caráter mais destrutivo, atingiu a magnitude de 7,5 e teve origem próxima à localidade de Yumare.

O governo liderado pela vice-presidente Delcy Rodríguez decretou estado de emergência nacional. O estado litorâneo de La Guaira, epicentro de desmoronamentos em massa, foi classificado juridicamente como “zona de desastre” para agilizar o fluxo de recursos orçamentários e intervenções médicas.

Equipes de salvamento locais atuam em jornadas ininterruptas na tentativa de localizar sobreviventes sob a massa de concreto. Conforme balanço da Organização das Nações Unidas (ONU), uma coalizão humanitária internacional composta por 27 países enviou ajuda humanitária à Venezuela, mobilizando mais de 2 mil profissionais estrangeiros entre médicos, enfermeiros e especialistas em resgates urbanos de alta complexidade.

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