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Pesquisa revela que 72% dos brasileiros conhecem a PrEP, mas só 28% já usaram

Por Fhagner Soares, ContilNet 28/07/2026 às 05:58

Pesquisas na internet lideram como canal de busca de informações sobre a profilaxia no país/ Foto: Reprodução

Embora a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) esteja consolidada no debate sobre saúde pública, a adesão prática ao tratamento no Brasil permanece abaixo do potencial. É o que indica o relatório internacional Closing the Gap, que aponta uma disparidade acentuada entre o nível de informação da população e o uso efetivo das estratégias preventivas.

Conforme os dados do levantamento, realizado pelo aplicativo Grindr com mais de 18 mil usuários em dez países, 72% dos entrevistados brasileiros declaram conhecer a versão de uso diário do medicamento. No entanto, apenas 28% afirmam já ter utilizado a medicação.

A distância entre teoria e prática é ainda mais pronunciada na modalidade de PrEP sob demanda — indicada para pessoas com relações sexuais ocasionais, mediante a tomada de comprimidos antes e depois do ato sexual.

No Brasil, 65% dos entrevistados relatam conhecer essa alternativa, mas somente 13% de fato a utilizaram. O país registrou a maior lacuna entre conhecimento e adesão a essa modalidade entre todas as nações pesquisadas, com uma diferença de 52 pontos percentuais.

A PrEP sob demanda é recomendada especificamente para homens cisgêneros, pessoas não binárias designadas como do sexo masculino ao nascer, travestis e mulheres trans que não fazem uso de hormônios à base de estradiol.

O estudo também analisou os caminhos utilizados pelos brasileiros para sanar dúvidas sobre prevenção a infecções sexualmente transmissíveis. A pesquisa online figura como a principal porta de entrada, sendo citada por 69% dos participantes do país.

Em contrapartida, o próprio aplicativo Grindr foi indicado como fonte de informação por 26% dos entrevistados locais — o índice mais baixo observado entre os países latino-americanos que integraram a amostra.

O relatório Closing the Gap compilou respostas em oito idiomas. A conclusão central dos pesquisadores é que, embora o conhecimento sobre a PrEP tenha atingido patamares elevados na sociedade, entraves estruturais e comportamentais ainda impedem que a informação se converta em acesso amplo e uso contínuo da profilaxia.

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