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Cotidiano

PF mira esquema de laudos médicos falsos que causou prejuízo de R$ 6,5 milhões ao INSS

Por Redação ContilNet 22/09/2026 06:38
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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Laudo Cego para desarticular um grupo suspeito de fraudar benefícios por incapacidade temporária do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O esquema utilizava atestados médicos falsificados e registros de empregos fictícios para obter as liberações previdenciárias.

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As investigações apontam que a fraude atingiu 172 benefícios e provocou um prejuízo estimado em R$ 6,57 milhões aos cofres públicos. Com a suspensão dos pagamentos irregulares determinada pela Justiça, a inteligência previdenciária prevê conter uma perda adicional de R$ 1,01 milhão.

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão no Maranhão, nos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo. A ação também se estende a endereços em Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE).

A Justiça Federal determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos, o bloqueio de bens e valores para garantir a recomposição dos cofres públicos e a proibição de contato entre os investigados. A apuração abrange a arregimentação de pessoas dispostas a ceder dados para o recebimento das verbas e os caminhos financeiros para a lavagem do dinheiro.

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A ofensiva é um desdobramento da Operação Camisaria, realizada em setembro de 2024. O exame dos documentos colhidos na primeira etapa revelou a estrutura do grupo especializado em burlar as etapas do INSS.

Os suspeitos são investigados por estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informação, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas variadas conforme o grau de atuação na fraude.

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