Pix bate recorde com 318 milhões de transações em um único dia
O Pix atingiu um novo recorde histórico de transações liquidadas em um único dia nesta sexta-feira (4). De acordo com dados do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), gerido pelo Banco Central, a ferramenta registrou 318.073.816 operações ao longo de 24 horas.
A movimentação financeira total somou R$ 186,89 bilhões, apresentando uma média de R$ 587,58 por transferência efetuada.
O pico anterior do sistema de pagamentos havia sido alcançado em 5 de dezembro do ano passado, quando foram contabilizadas 313,3 milhões de operações, que movimentaram R$ 179,93 bilhões e tiveram valor médio diário de R$ 574,24.
O novo patamar numérico do Pix coincide com um período de embates diplomáticos e comerciais envolvendo a ferramenta brasileira. Em junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu um relatório apontando que o sistema e outras políticas nacionais favorecem produtores locais em detrimento de empresas norte-americanas, justificando a imposição de tarifas de 25% sobre produtos do Brasil.
O posicionamento norte-americano gerou manifestações no governo federal e na autoridade monetária. À época, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou o alcance social da ferramenta.
“O caso da implementação do Pix consegue se configurar como um desses em que é benéfico para quem demanda e quem oferta, para o setor público e para o setor privado. Produziu benefícios para a sociedade como um todo e isso é reconhecido internacionalmente”, disse o presidente da autarquia.
Neste sábado (5), durante agenda pública realizada em São José do Rio Preto (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou das declarações do governo dos Estados Unidos e defendeu a autonomia tecnológica do país.
Lula afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, quer restringir o alcance do modelo brasileiro e sugeriu que o líder internacional utilize a plataforma para constatar seu funcionamento. Na ocasião, o presidente também abordou diretrizes de inovação nacional: “Agora nós vamos querer dominar essa história de inteligência artificial. Não quero ficar dependendo da China nem dos Estados Unidos. Nós queremos inteligência artificial em português”, declarou.