Polícia Civil faz operação contra o Comando Vermelho e investiga advogado
A Polícia Civil de Rondônia deflagrou a terceira fase da Operação Quirinus para combater a atuação do Comando Vermelho no estado. A ação, coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco 2), cumpriu dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Velho e Pimenta Bueno.
Entre os alvos das ordens judiciais está um advogado investigado por suspeita de intermediar o fluxo de mensagens entre detentos e integrantes da facção que operam nas ruas.
As diligências ocorreram em residências, escritórios particulares e dentro de celas em unidades prisionais dos dois municípios. Nas revistas nos presídios, os policiais apreenderam bilhetes, aparelhos celulares e uma tornozeleira eletrônica mantida fora do sistema de monitoramento oficial. O material passará por perícia técnica.
De acordo com a equipe responsável pelo caso, a apuração indica que ordens partidas de dentro dos presídios orientavam a execução de crimes do lado de fora, incluindo ameaças de morte direcionadas a servidores do sistema penitenciário.
As buscas nos endereços do advogado foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pimenta Bueno, em conformidade com as prerrogativas legais da classe.
O delegado Fred Matos afirmou que a investigação foca exclusivamente a conduta individual do suspeito e não representa uma contestação ao exercício legítimo da advocacia. A suspeita apurada é de que a atuação tenha ultrapassado a representação jurídica para servir como ponte de comunicação do grupo.
O secretário de Segurança Pública de Rondônia, coronel Hélio Pachá, e o diretor-geral da Polícia Civil, Jeremias Mendes, informaram que a operação terá novos desdobramentos a partir da análise dos documentos e equipamentos apreendidos.