Os dois homens detidos sob a acusação de executar o assalto ao Museu do Louvre, em Paris, revelaram em depoimento às autoridades que receberiam um pagamento de até 25 mil euros (aproximadamente R$ 146,3 mil) pelo crime. A ação criminosa resultou no roubo de oito peças históricas que pertenceram à realeza francesa, cujo valor de mercado é estimado em cerca de 88 milhões de euros — o equivalente a R$ 550 milhões.
As informações foram obtidas e publicadas pelo jornal francês Le Monde, que teve acesso exclusivo às transcrições dos interrogatórios dos suspeitos. Conforme os relatos recolhidos pela polícia, a invasão e a logística do assalto milionário foram planejadas por um mandante que ainda não foi identificado pelas investigações.
Os acusados foram identificados pela Justiça francesa como Abdoulaye N., de 40 anos, e Ghelamallah A., de 36 anos. Ambos foram capturados pelas forças de segurança uma semana após o assalto, ocorrido em 19 de outubro de 2025. Indiciados pelo crime de furto qualificado, os dois homens permanecem em regime de prisão preventiva na capital francesa.
Durante as sessões de interrogatório conduzidas nos dias 2 e 22 de junho deste ano, os réus detalharam que o valor final da recompensa prometida pelo mentor flutuaria entre 15 mil e 25 mil euros, variando de acordo com o volume e a relevância das peças reais que conseguissem extrair do museu.
O assalto foi executado à luz do dia, em um momento em que as dependências do Louvre estavam abertas à visitação pública. Os criminosos conseguiram acessar as galerias após transporem uma janela externa, quebraram os vidros de proteção das vitrines de exposição e fugiram do complexo utilizando uma motocicleta. Toda a operação durou aproximadamente sete minutos.
De acordo com o Le Monde, os dois executores afirmaram terem sido aliciados pelo mentor do plano poucos dias antes da data do crime. Outras duas pessoas, cujas identidades são mantidas sob sigilo de Estado para evitar riscos de queima de arquivo e represálias, também cumprem prisão preventiva suspeitas de prestarem suporte logístico.
Em sua declaração oficial, Abdoulaye N. confessou que foi o responsável por deixar cair uma das coroas da realeza francesa na via pública durante a pressa do percurso de fuga. O investigado mencionou que o coordenador do assalto demonstrou forte irritação com o erro operacional e considerou o resultado do roubo frustrante, visto que o plano original previa o esvaziamento de outras seções históricas da coleção institucional.
