Rio Acre volta a cair: veja o nível medido nesta sexta-feira

Manancial registrou redução de três centímetros em relação ao dia anterior

Por Fhagner Soares, ContilNet 10/07/2026 às 05:36
Medição das 5h18 confirma perda de volume do manancial após um dia inteiro sem registro de chuvas/ Foto: Marcos Vicentti/Secom

O nível do Rio Acre apresentou uma nova redução nas primeiras horas desta sexta-feira (10), consolidando a tendência de vazante iniciada ao longo da semana na capital de Alagoas. De acordo com a medição oficial realizada às 5h18, o manancial registrou a marca de 2,27 metros. O índice aponta um recuo de três centímetros em comparação com o dia anterior, quinta-feira (9), quando a régua de leitura marcava 2,30 metros.

O declínio contínuo está diretamente associado à ausência severa de precipitações pluviométricas na bacia hidrográfica da região. O monitoramento técnico apontou que o acumulado de chuvas nas últimas 24 horas foi de 0,0 milímetro, confirmando o período de estiagem que atua na Amazônia Ocidental.

Apesar da redução gradativa que acende o alerta para o abastecimento público e a navegabilidade, o Rio Acre encontra-se distante de suas cotas de transbordamento histórico. O acompanhamento dos órgãos de controle e de Defesa Civil baseia-se em parâmetros fixos estabelecidos para o monitoramento de cheias na capital acreana:

  • Nível atual: 2,27 metros.

  • Cota de alerta: 13,50 metros.

  • Cota de transbordo: 14,00 metros.

O cenário atual de seca severa inverte as preocupações das autoridades, que passam a monitorar os riscos de isolamento de comunidades ribeirinhas e o surgimento de bancos de areia que impedem o tráfego de embarcações de médio e grande porte no leito do rio.

Os dados do boletim hidrológico reforçam os prognósticos meteorológicos emitidos para o mês de julho no Acre, caracterizado pelo ápice do “verão amazônico”, o período seco da região. Sem indicativos de volumes expressivos de chuva para as cabeceiras do rio nos próximos dias, localizadas nos municípios de Assis Brasil e Brasileia, a expectativa dos técnicos é de que o nível do manancial siga em ritmo de estabilidade ou leve declínio.

A falta de umidade também se reflete nos afluentes e igarapés que compõem a bacia do Rio Acre, que registram vazões mínimas e demandam ações coordenadas de captação de água para garantir a continuidade do fornecimento residencial na capital.

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