Produtores rurais do Acre passam a contar com um novo instrumento para planejar o cultivo de sorgo forrageiro durante o ano-safra 2026/2027. O zoneamento considera fatores como volume de chuvas, temperatura, tipo de solo e disponibilidade de água para apontar as áreas e épocas mais adequadas ao plantio.
A medida busca orientar a tomada de decisões no campo e reduzir a exposição das lavouras a condições climáticas que possam comprometer a produtividade. Os resultados são classificados em diferentes níveis de risco, permitindo que cada produtor consulte as condições específicas do município onde pretende cultivar.
Utilizado principalmente na alimentação animal, o sorgo forrageiro pode ser transformado em silagem e empregado em sistemas integrados de produção. A cultura também se destaca pela adaptação a diferentes condições climáticas, tolerância a períodos de seca e capacidade de produzir grande quantidade de biomassa.
O estudo estabelece que temperaturas entre 16 °C e 38 °C são consideradas adequadas ao desenvolvimento da planta. O levantamento também avalia o comportamento da cultura durante as fases de germinação, crescimento, florescimento, enchimento dos grãos e maturação.
Foram considerados três tipos de solo: arenoso, de textura média e argiloso. Áreas de preservação permanente, terrenos com solo muito raso ou excessivamente pedregoso não entram nas recomendações para o cultivo.
O produtor também deverá utilizar sementes produzidas de acordo com a legislação brasileira e observar as recomendações técnicas relacionadas ao controle de pragas, doenças, plantas daninhas e conservação do solo.
A relação completa dos municípios acreanos aptos e dos períodos indicados para a semeadura poderá ser consultada no Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático, no painel do Zarc ou pelo aplicativo Plantio Certo.
O zoneamento foi aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária por meio da Portaria SPA/Mapa nº 292, publicada na edição desta quinta-feira (23) do Diário Oficial da União.
