Sistema de impedimento semiautomático da CBF utiliza 28 iPhones 17 Pro

Saiba como 28 iPhones 17 Pro trabalham em conjunto para acabar com as polêmicas de VAR no Brasileirão

Por Júlia, ContilNet 23/03/2026 às 11:03
Imagem: Flavio Latif/UOL

O empate em 1 a 1 entre Corinthians e Flamengo, na noite deste domingo (22/03), na Neo Química Arena, não foi marcado apenas pelos gols de Paquetá e Yuri Alberto. O clássico serviu como o primeiro grande teste em São Paulo para a tecnologia de impedimento semiautomático que a CBF implementará no Brasileirão.

O que mais chamou a atenção nos bastidores, porém, foi a infraestrutura: o sistema utiliza 28 iPhones 17 Pro espalhados pelo estádio. Considerando que o modelo básico custa cerca de R$ 11.499, o investimento apenas em aparelhos passa dos R$ 320 mil por arena.

Mas por que a CBF e a Genius Sports escolheram smartphones em vez de câmeras profissionais tradicionais?

O Poder do Processamento “na Ponta”

A explicação técnica reside no chip A19 Pro da Apple. Diferente de uma câmera comum, o iPhone possui um motor neural (Neural Engine) capaz de realizar cálculos de inteligência artificial em tempo real.

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Com informações do UOL.

Em vez de enviar vídeos pesados para uma central, o próprio iPhone identifica os jogadores e rastreia 29 pontos de articulação (esqueleto digital) dos atletas. O aparelho envia apenas os “metadados” (coordenadas) para o computador central, o que reduz o tempo de resposta do VAR para poucos segundos.

Cobertura 360° e Triangulação

Os 28 iPhones são instalados em ângulos estratégicos sob a cobertura do estádio. Essa quantidade é necessária para garantir que, mesmo em lances com muitos jogadores aglomerados, sempre existam câmeras com visão limpa da jogada. O sistema cruza os dados de todos os aparelhos simultaneamente para criar uma representação 3D exata.

“O sistema usa a comunicação dos iPhones para criar uma rede dedicada. É uma solução mais barata e fácil de substituir do que câmeras industriais proprietárias”, explica a Genius Sports, empresa responsável pela tecnologia.

Quando a tecnologia estreia oficialmente?

Após o teste na Neo Química Arena, a CBF planeja expandir o sistema para os principais estádios do país ao longo do primeiro semestre de 2026. O objetivo é que o tempo de checagem de impedimentos, que hoje pode levar minutos, caia para menos de 30 segundos, aumentando a fluidez do espetáculo.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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