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Cotidiano

Tempestade Lala ganha força e vira furacão a caminho do Havaí

Por Redação ContilNet 15/08/2026 21:34 Atualizado em 15/08/2026 21:35
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A tempestade tropical Lala se intensificou e atingiu o status de furacão de categoria 1 na manhã deste sábado (15). Com ventos sustentados de 120 km/h, o sistema avança em direção ao arquipélago do Havaí, nos Estados Unidos, ameaçando áreas povoadas com chuvas volumosas, ventos fortes e ressacas marinhas.

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Dados de satélites e radares confirmaram o fortalecimento do fenômeno. No fim da manhã, o centro do furacão estava localizado a 135 quilômetros a sudeste de Big Island, a segunda ilha mais populosa do estado norte-americano, onde vivem cerca de 210 mil pessoas.

Diante do avanço do sistema, o Departamento de Transportes do Havaí suspendeu as operações no Aeroporto Internacional de Hilo e determinou o encerramento dos voos no Aeroporto Internacional Ellison Onizuka, em Kona. Os portos comerciais das ilhas de Maui, Kauai e do condado do Havaí também tiveram as atividades paralisadas por medida de segurança.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) manteve o alerta máximo de furacão para a região de Big Island. Já as ilhas vizinhas de Maui, Molokai e Kahoolawe permanecem sob aviso de tempestade tropical.

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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) projeta acumulados de chuva superiores a 600 milímetros para Big Island, além de elevadas marés de tempestade. Meteorologistas alertam para o risco de inundações graves, deslizamentos de terra e ondas perigosas até o domingo (16).

Antes mesmo de atingir a categoria de furacão, estações meteorológicas em South Point registraram rajadas de vento de até 102 km/h. O governador do estado, Josh Green, decretou estado de emergência para acelerar a liberação de recursos e tropas de apoio para a população das áreas sob maior risco.

A formação do furacão Lala ocorre em um período de forte atividade do fenômeno El Niño na faixa equatorial do Oceano Pacífico. O aquecimento anormal das águas superficiais do mar tem impulsionado a formação de tempestades mais severas na região.

Segundo estimativas da NOAA, há 69% de chance de o atual evento de El Niño atingir níveis históricos de intensidade entre os meses de outubro e dezembro. Cientistas e especialistas em clima apontam que o aumento global das temperaturas, impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa, tem tornado os eventos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes e violentos.

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