Um novo método alternativo ao uso de animais foi reconhecido no Brasil para a detecção de endotoxinas bacterianas. Essas substâncias podem estar presentes em medicamentos, vacinas, produtos injetáveis e equipamentos médicos, exigindo controle rigoroso antes da liberação para utilização.
A decisão permite que instituições científicas, laboratórios e empresas adotem uma técnica substitutiva, desde que sejam cumpridos os procedimentos de validação e as normas aplicáveis a cada produto analisado.
As endotoxinas são liberadas por determinadas bactérias e podem provocar reações no organismo, incluindo febre e processos inflamatórios. Por esse motivo, a análise integra etapas de controle de qualidade realizadas pela indústria farmacêutica e por laboratórios especializados.
O reconhecimento de métodos alternativos faz parte de uma política voltada à substituição, redução e ao aperfeiçoamento do uso de animais em atividades científicas. A mudança também estimula a adoção de tecnologias laboratoriais capazes de oferecer resultados padronizados e confiáveis.
A medida não significa a eliminação imediata de todos os testes com animais. A utilização do novo procedimento dependerá da finalidade da análise, das regras dos órgãos reguladores e da comprovação de que a técnica atende aos critérios exigidos.
O reconhecimento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal por meio da Resolução Concea nº 77, publicada na edição desta quinta-feira (23) do Diário Oficial da União.
