O vice-diretor da Escola Estadual Maurício Murgel, localizada em Belo Horizonte, virou alvo de uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. O servidor público é suspeito de cometer o crime de injúria racial contra um estudante de 16 anos dentro do ambiente escolar.
De acordo com os relatos registrados no boletim de ocorrência, o episódio ocorreu em sala de aula, no momento em que o adolescente utilizava um pente garfo — objeto historicamente ligado à valorização e à estética do cabelo crespo e afro. O docente teria feito comentários depreciativos direcionados ao cabelo do aluno, afirmando que somente aquele modelo específico de pente seria capaz de penetrar nos fios do jovem.
A conduta do gestor provocou imediata reação e revolta entre o corpo discente da instituição de ensino. Grupos de estudantes organizaram manifestações internas e atos de protesto nos corredores do colégio para cobrar providências administrativas rígidas da direção da escola, exigindo o afastamento imediato do vice-diretor de suas funções pedagógicas e administrativas.
Diante do clima de tensão na unidade, a Polícia Militar de Minas Gerais foi acionada para intervir no local. O servidor público foi detido pelas guarnições e conduzido formalmente à delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos iniciais sobre o teor das declarações e a dinâmica do ocorrido.
Procurada para se manifestar sobre o andamento das investigações e a situação funcional do servidor, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que está acompanhando de perto os desdobramentos do caso.
O órgão estadual informou que enviou equipes técnicas de inspeção escolar à unidade de ensino para instaurar um procedimento de apuração preliminar dos fatos. Adicionalmente, a secretaria comunicou que mobilizou profissionais das áreas de assistência social e apoio psicológico para prestar atendimento emergencial ao estudante envolvido, aos seus familiares e a toda a comunidade escolar afetada pelo episódio.
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