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A festa de Silzete teve música, memória e a mais bonita dança de amor

Por Wania Pinheiro, ContilNet 01/09/2026 14:32
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Houve música, reencontros, boas lembranças e gente bonita na tarde deste domingo (30), no restaurante Pão de Queijo, durante a festa de aniversário da professora Silzete, uma das educadoras mais brilhantes e queridas do Acre.

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Mas, entre tantas histórias e canções que fizeram aquela tarde voltar no tempo, uma cena roubou os olhares de todos e, certamente, ficará para sempre na memória de quem estava lá.

A festa aconteceu no último domingo/Foto: Reprodução

No fim da festa, enquanto o cantor Osmir Neto cantava grandes sucessos internacionais de Elton John e de outros artistas que embalaram as décadas de 60, 70 e 80, seus pais começaram a dançar.

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Ormir Lima, de 82 anos, e Elizabeth, de 81, foram para a pista.

E dançaram.

Mas não era simplesmente uma dança.

Dezenas de amigos participaram da festa/Foto: ContilNet

Eles dançavam olhando fixamente para o filho que cantava. No rosto dos dois, um sorriso daqueles que não precisam de explicação. Um sorriso de orgulho, de ternura, de cumplicidade. Um sorriso de quem parecia dizer, sem pronunciar uma única palavra: “Esse é o nosso filho”.

A música continuava, mas, por alguns instantes, parecia que ninguém mais prestava atenção em outra coisa. Algumas pessoas que estavam de saída, esperaram mais um pouco.

Impossível não se emocionar.

Amigos reencontrando amigos/Foto: Reprodução

Fazia tempo que meus olhos não testemunhavam uma cena tão bonita.

Ali, diante de todos, estavam dois idosos mostrando uma coisa que talvez seja uma das maiores verdades da vida: o tempo pode mudar o rosto, diminuir o passo e levar tantas coisas pelo caminho, mas não consegue envelhecer o amor de um pai e de uma mãe por um filho.

Osmir cantava.

Eles dançavam.

E os olhos dos dois permaneciam presos nele.

Foi uma dessas cenas que a gente não fotografa apenas com uma câmera. Fotografa com a alma.

A festa de Silzete já seria especial por reunir tanta gente querida, especialmente pessoas que viveram intensamente os anos 70 e 80 e que carregam na memória uma trilha sonora inteira de suas vidas.

A médica Célia Rocha, responsável por promover a comemoração para a amiga, também entrou no clima e cantou lindas canções antigas, daquelas que o tempo pode até tentar esconder, mas jamais conseguirá apagar.

O cantor Franklin Pinheiro, convidado para animar a tarde, mais uma vez encantou os presentes com sua voz macia e afinada. E ainda deu espaço para outros talentos.

Sérgio Souto foi um deles. Arrasou cantando “Falsa Alegria” e outras composições de sua autoria, arrancando aplausos dos convidados.

Osmir Neto, por sua vez, sacudiu a festa com sucessos internacionais de Elton John, Elvis, e de outros grandes artistas nacionais que atravessaram gerações.

E foi justamente durante sua apresentação que aconteceu aquele momento inesquecível.

Ormir e Elizabeth não estavam apenas dançando.

Estavam celebrando o filho.

Celebrando a vida.

Celebrando a música.

Celebrando, talvez sem saber, todos os anos de uma história construída juntos.

A tarde também teve um significado muito especial para Célia Rocha. A médica aproveitou a comemoração para celebrar seu próprio renascimento. Há 24 anos, ela estava entre as vítimas do acidente com o avião da empresa Rico, que caiu em Rio Branco.

Sobreviver também é aprender a comemorar a vida de uma maneira diferente.

E talvez tenha sido exatamente isso que aquela tarde representou: a vida sendo celebrada em suas mais bonitas formas.

Silzete comemorando mais um ano.

Célia celebrando o privilégio de estar viva.

Músicos revivendo canções que marcaram gerações.

Amigos reencontrando amigos.

E dois idosos, de 82 e 81 anos, mostrando a todos que o amor não tem idade.

No fim, talvez essa tenha sido a verdadeira música daquela tarde. A música silenciosa dos olhos de Ormir e Elizabeth olhando para o filho. Uma música que não precisava de instrumento, microfone ou aplauso.

Bastava o sorriso, a dança.

Bastava o amor.

E aquela cena, tenho certeza, o tempo não conseguirá apagar.

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