Após anos de abandono e denúncias sobre as condições precárias do Museu de Sena Madureira, a Diocese de Rio Branco afirmou que já trabalha para viabilizar a recuperação do espaço histórico. A recuperação contará com o apoio da Fundação Elias Mansour (FEM), que deverá investir aproximadamente R$ 700 mil nas obras de revitalização.
Em entrevista ao ContilNet, o diretor da Cúria Diocesana, padre Macoy Soares, informou que a Diocese recebeu notificações do Ministério Público relacionadas ao estado de conservação do imóvel e já iniciou os procedimentos necessários para atender às exigências.
“Nós recebemos a notificação do Ministério Público e estamos respondendo por meio da nossa assessoria jurídica. Tudo já está sendo resolvido. Estamos realizando avaliações e organizando os próximos passos para que o instituto e o museu possam voltar a funcionar normalmente”, afirmou.

Museu de Sena Madureira está fechado a anos | Foto: Airton Magalhães
De acordo com padre Macoy, após ser revitalizado, o museu passará a funcionar novamente. “O objetivo é devolver aquele patrimônio para Sena Madureira. Queremos que a população tenha novamente acesso ao museu e que o espaço volte a cumprir sua função cultural e histórica”, destacou.
Fundação assumirá gestão temporária
A Diocese informou ainda que a FEM não atuará apenas na reforma da estrutura física. A fundação deverá assumir a administração do local pelos próximos cinco anos, período em que serão desenvolvidos estudos e ações voltadas para a recuperação e preservação do patrimônio. Após esse prazo, a gestão será devolvida à Diocese.
“Eles vão realizar todo esse trabalho de acompanhamento e cuidado durante cinco anos. Depois disso, o espaço retornará novamente para a Diocese”, explicou o padre.
Patrimônio histórico enfrenta abandono
Inaugurado em setembro de 2002, durante as comemorações do centenário de Sena Madureira, o Museu Municipal foi criado para preservar a história, as tradições e a identidade cultural do município.
Atualmente, porém, o cenário encontrado no local é bem diferente daquele planejado quando o espaço foi aberto ao público. O museu está fechado há vários anos e apresenta sinais visíveis de deterioração, como rachaduras, infiltrações, desgaste na fachada e acúmulo de mato ao redor da estrutura.
A Diocese afirma que as etapas iniciais já estão em andamento e que os próximos meses serão dedicados à elaboração de projetos, licitações e definição das intervenções necessárias para a execução das obras.
A situação também afeta o Instituto Santa Juliana, considerado um dos prédios mais antigos e simbólicos do Acre. O imóvel, que faz parte da história da educação e da presença religiosa no estado, também enfrenta problemas estruturais que preocupam moradores e autoridades.



