Acre estreita cooperação com os EUA para combater crimes transnacionais
A posição do Acre na fronteira com Peru e Bolívia colocou o Estado no centro de uma discussão sobre o combate a crimes que ultrapassam fronteiras. O tema foi tratado nesta segunda-feira (10), durante uma reunião entre o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e representantes da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
O encontro teve como objetivo aproximar as instituições e discutir possibilidades de cooperação, troca de informações e compartilhamento de experiências no enfrentamento à criminalidade transnacional e organizada.
Os representantes da Embaixada dos Estados Unidos Maria Cláudia Oliveira, John Page e Robert Gudenkauf foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, além de integrantes da Administração Superior e de unidades do MPAC que atuam na área criminal.
Durante a reunião, as instituições discutiram os desafios específicos enfrentados pelo Acre por sua localização estratégica na Amazônia e pela proximidade com dois países. A avaliação é de que crimes que atravessam limites territoriais exigem articulação entre diferentes órgãos e países.
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O procurador-geral de Justiça destacou que a cooperação internacional pode ampliar a capacidade de resposta das instituições diante desse tipo de criminalidade.
“O Acre ocupa uma posição estratégica na Amazônia e enfrenta desafios que exigem articulação permanente”, afirmou Oswaldo D’Albuquerque.
O procurador-geral adjunto Institucional, Sammy Barbosa Lopes, também ressaltou a importância da aproximação diante das particularidades da região amazônica. Segundo ele, o MPAC tem interesse em ampliar o intercâmbio de informações e experiências relacionadas ao enfrentamento desses crimes.
Próximo encontro
A aproximação entre as instituições deve continuar em uma nova agenda. O próximo encontro será dedicado à apresentação de iniciativas e ferramentas utilizadas pelo MPAC no apoio às investigações e no enfrentamento à criminalidade.
A reunião contou ainda com a participação de representantes do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Centro de Apoio Operacional Criminal e do MPAC em Plácido de Castro.
Para o Ministério Público, a construção de parcerias com instituições estrangeiras ganha relevância diante de uma realidade em que a atuação de grupos criminosos e outros delitos pode ultrapassar as fronteiras nacionais.