O Acre está entre os poucos estados que passaram o primeiro semestre de 2026 sem precisar que a União assumisse o pagamento de dívidas em atraso. É o que mostra o Relatório de Garantias Honradas em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado na quinta-feira (16) pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Na prática, isso significa que, entre janeiro e junho deste ano, o estado manteve em dia os compromissos relacionados às operações de crédito garantidas pelo governo federal, sem necessidade de intervenção da União.
Enquanto o Acre ficou fora da lista, o governo federal desembolsou R$ 696,38 milhões apenas no mês de junho para quitar débitos de estados e municípios inadimplentes. O maior repasse foi destinado ao Rio de Janeiro, que recebeu R$ 573,7 milhões, seguido pelo Rio Grande do Sul (R$ 73,06 milhões) e pelo Rio Grande do Norte (R$ 7,11 milhões).
O histórico do Tesouro Nacional reforça esse cenário. Desde 2016, o Acre acumulou apenas R$ 100 mil em garantias honradas pela União, valor registrado em 2024. O montante está entre os menores do país e distante dos números de estados como Rio de Janeiro, que soma R$ 47,1 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 23 bilhões.
O relatório também aponta que o Acre não possui valores pendentes de recuperação por parte da União. Da mesma forma, registra somente R$ 100 mil em contragarantias recuperadas desde 2016, exatamente o valor honrado em 2024, sem novas ocorrências em 2025 e no primeiro semestre de 2026.
Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, quando um estado ou município deixa de pagar parcelas de financiamentos com garantia da União, o governo federal assume temporariamente a dívida perante o credor e, posteriormente, busca reaver os recursos por meio das contragarantias previstas em contrato.
Além do impacto financeiro, estados que recorrem à garantia da União podem ficar impedidos de contratar novas operações de crédito com garantia federal pelo prazo de até 12 meses, conforme estabelece a legislação vigente.
