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Acre segue em alerta para síndrome respiratória, aponta Fiocruz

Por Anne Nascimento, ContilNet 16/07/2026 às 12:32
Acre está entre os estados com alerta para casos de SRAG

Acre está entre os estados com alerta para casos de SRAG/Foto: Reprodução

Mesmo com a redução dos casos de doenças respiratórias em boa parte do país, o Acre continua em alerta. Dados divulgados nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que o estado permanece entre as 17 unidades da Federação com alta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Já Rio Branco aparece entre apenas cinco capitais brasileiras com tendência de crescimento da doença nas últimas semanas.

Os números são referentes à Semana Epidemiológica 27, entre os dias 5 e 11 de julho. Embora o estado não apresente crescimento sustentado no longo prazo, a incidência da doença continua elevada, mantendo o Acre entre as 17 unidades da Federação que ainda preocupam os pesquisadores.

Em Rio Branco, o cenário é ainda mais delicado. A capital acreana figura entre apenas cinco capitais brasileiras que registram crescimento da atividade de SRAG nas últimas seis semanas. Além de Rio Branco, aparecem na lista Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

Segundo a Fiocruz, a redução observada no restante do país é resultado, principalmente, da queda nas internações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e outras infecções respiratórias em crianças de até dois anos.

Apesar dessa desaceleração nacional, os pesquisadores destacam que o vírus ainda mantém níveis elevados de circulação em diversos estados, exigindo atenção das autoridades de saúde e da população.

Os números são referentes à Semana Epidemiológica 27, entre os dias 5 e 11 de julho. — Foto: Fiocruz

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O boletim também mostra que as crianças de até 2 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela SRAG, principalmente em razão do VSR. Já entre os idosos com 65 anos ou mais, a influenza A permanece como a principal causa de mortes relacionadas às doenças respiratórias.

NO boletim, a Fiocruz enfatizou mportância de manter medidas de prevenção, como lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas gripais e utilizar máscara quando necessário. A instituição também recomenda que a população mantenha a vacinação em dia, especialmente os grupos prioritários.

Em todo o Brasil, já foram registrados 115.203 casos de SRAG em 2026. Entre os exames positivos para vírus respiratórios, 40,2% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 30,2% por rinovírus, 20,8% por influenza A, 4,5% por influenza B e 4,5% por Covid-19. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR passou a responder por 57,2% dos casos positivos.

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