O Acre segue com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, de acordo com o novo boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última terça-feira (7). A análise, referente à Semana Epidemiológica 25, período de 6 a 27 de junho, aponta o Acre e outros estados da Região Norte começam a apresentar sinal de estabilização ou queda de casos.
Apesar da tendência de estabilização, a capital acreana requer atenção. Rio Branco aparece no boletim como uma das 11 capitais brasileiras que apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, embora, diferente de outras capitais, não apresente sinal de crescimento na tendência de longo prazo (nas últimas seis semanas).
As outras capitais são Aracaju (SE), Belém (PA), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Joao Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Palmas (TO), Rio Branco (AC) e Salvador (BA).
Após reforçar que a análise sinaliza interrupção do crescimento ou de queda dos casos de SRAG em boa parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, os pesquisadores ressaltam que ainda não é hora de relaxar as medidas de proteção, já que os casos de SRAG continuam em níveis elevados em grande parte do país.
Incidência e mortalidade
A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. Em relação aos casos de SRAG por Influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.
