Início / Versão completa
Destaque 2

Agente da PF é investigado por suposto vazamento de operações no Acre

Por Everton Damasceno, ContilNet 22/09/2026 10:59
Publicidade

Um agente da própria Polícia Federal está entre os investigados na Operação Umbra, deflagrada nesta terça-feira (21) como desdobramento das apurações da Operação Ptolomeu. A suspeita é de que informações relacionadas às ações policiais tenham sido repassadas indevidamente a pessoas ligadas a investigados.

Publicidade

SAIBA MAIS: Ptolomeu IV e Umbra: entenda as operações da PF deflagradas no Acre

Operação foi deflagrada pela PF e pela CGU/Foto: Reprodução

A participação do servidor aparece em uma das frentes consideradas mais sensíveis da nova investigação. Segundo a Polícia Federal, elementos obtidos em fases anteriores da Ptolomeu apontaram para a possível existência de um núcleo de contrainteligência montado para acompanhar os passos dos investigadores.

Publicidade

A estrutura teria buscado informações sobre movimentações de equipes e viaturas e sobre ações policiais. De acordo com a apuração, o objetivo seria antecipar operações e permitir a adoção de providências para diminuir a efetividade das medidas judiciais.

CONFIRA: PF apreende R$ 1 mi, prende três e mira rede de espionagem contra a própria polícia no Acre

Suspeita de informações vazadas de dentro da PF

Nesse contexto, os investigadores identificaram indícios da possível participação do agente da PF no repasse indevido de informações relacionadas a operações policiais.

Além dele, um ex-servidor terceirizado também é investigado pela suspeita de participar do fornecimento dessas informações.

Até o momento, a Polícia Federal não detalhou publicamente quais dados teriam sido repassados pelo agente, em quais operações isso teria ocorrido ou quem teria recebido diretamente as informações. Também não foi informado, no material divulgado sobre a operação, o nome do servidor investigado.

Dinheiro foi apreendido/Foto: Reprodução

Operação mira suposta estrutura de contrainteligência

A Operação Umbra ocorre paralelamente à Ptolomeu IV, mas possui objetivo específico. Enquanto a Ptolomeu IV se concentra, entre outros pontos, em suspeitas envolvendo contratos públicos e a obra da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), a Umbra investiga a suposta estrutura criada para acompanhar e antecipar atividades da Polícia Federal.

As duas operações cumpriram, juntas, 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá, no Paraná, e Navegantes, em Santa Catarina. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O STJ também determinou medidas cautelares contra investigados, como afastamento de função pública, proibição de contato, restrição de acesso a determinados órgãos e impedimento de deixar o país, além da entrega de passaportes.

As investigações continuam para esclarecer a atuação de cada pessoa envolvida no suposto esquema. Os elementos apurados até agora representam suspeitas sob investigação e não significam condenação dos envolvidos.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site