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Alta dos combustíveis: sindicato diz que culpa não é dos postos e pede fiscalização

Por Redação ContilNet 20/03/2026 10:46 Atualizado em 20/03/2026 17:46
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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac), Delano Silva, defendeu a ampliação da fiscalização sobre o setor de combustíveis como forma de esclarecer os constantes aumentos percebidos pelos consumidores.

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De acordo com ele, o acompanhamento não deve se limitar aos postos, mas abranger todas as etapas da cadeia produtiva, desde a origem até a comercialização final. A proposta, segundo o dirigente, é garantir mais transparência no processo de formação de preços e evitar interpretações equivocadas sobre quem é responsável pelos reajustes.

Delano destacou que, muitas vezes, os revendedores acabam sendo apontados como os principais culpados pela alta nos combustíveis, o que, na avaliação dele, não corresponde à realidade. Para o presidente do Sindepac, é necessário ampliar o debate e incluir todos os agentes envolvidos, evitando a responsabilização isolada de um único segmento.

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Ele também chamou atenção para mudanças na política de comercialização da Petrobras, que, segundo afirmou, têm impacto direto nos preços praticados. Essas alterações, de acordo com Delano, influenciam as distribuidoras e acabam sendo repassadas ao consumidor final.

Além disso, o presidente ressaltou que fatores externos contribuem para a instabilidade do mercado. Entre eles, citou tensões internacionais, especialmente conflitos no Oriente Médio, como a guerra no Irã, que afetam o valor do petróleo no cenário global.

Por fim, Delano Silva reforçou que a fiscalização precisa alcançar também as distribuidoras, e não apenas os postos de combustíveis. Segundo ele, somente com uma análise completa de toda a cadeia será possível dar mais clareza à população sobre os motivos das variações de preços.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet
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