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Aos 116 anos, idosa surpreende pela lucidez e rotina no Acre

Por Ricardo Amaral, ContilNet 15/09/2026 18:38 Atualizado em 15/09/2026 18:55
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Entre lembranças de uma longa trajetória e o carinho da família, Maria Justina da Silva chegou nesta terça-feira (15) a uma marca que poucos conseguem alcançar: 116 anos de vida. Moradora do bairro da Pista, em Sena Madureira, Dona Justina celebrou mais um aniversário cercada por familiares, em uma comemoração simples, mas carregada de significado.

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Nascida no município de Baturité, no Ceará, ela deixou ainda jovem a terra natal para acompanhar o pai rumo ao Acre. Durante parte da vida, viveu na zona rural, até posteriormente se estabelecer na área urbana de Sena Madureira, município que passou a chamar de casa.

Apesar das limitações provocadas pela idade avançada e de já não enxergar, Dona Justina permanece lúcida e mantém uma rotina que impressiona quem convive com ela. Todos os dias, consegue se levantar da cama, fazer suas refeições, permanecer algum tempo na sala e depois retornar ao quarto para descansar.

Aos cuidados da família, ela recebe atenção especial da nora, Jozineide, e da filha Raimunda Nonata da Silva, de 67 anos. Para Raimunda, cuidar da mãe é, acima de tudo, uma demonstração de gratidão por tudo o que recebeu ao longo da vida.

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“Eu cuido dela com carinho e amor porque, além dos meus filhos, a única coisa que eu tenho de bom é ela. Vou cuidar da minha mãe até o último momento meu ou dela. Não tem como eu abandonar minha mãe. Se estou aqui hoje, é por causa dela”, declarou.

A idade de Dona Justina também costuma despertar surpresa entre as pessoas que conhecem sua história. Raimunda conta que frequentemente é questionada sobre a longevidade da mãe.

“Muita gente duvida que ela tenha essa idade. Sempre vou à igreja e tem uma irmã que pergunta se ela ainda está viva. Digo que sim. Não quero que ela morra tão cedo”, relatou, emocionada.

Na alimentação, Dona Justina mantém preferências simples. Segundo a filha, ela gosta de tomar caldo e comer banana, entre outros alimentos que fazem parte de sua rotina.

Para o genro Deuzimar, ter a sogra ao lado da família é motivo de orgulho e privilégio.

“Ela é uma pessoa muito guerreira por ter chegado a essa idade. Tenho 62 anos, mas acho que não chego à idade dela. Para nós, é um privilégio ter Dona Justina em nosso meio”, afirmou.

Mãe de cinco filhos — quatro mulheres e um homem —, Dona Justina construiu ao longo de mais de um século uma história que atravessa gerações. Nesta terça-feira, o aniversário foi celebrado com bolo, refrigerante e, principalmente, com a presença daqueles que fazem parte de sua vida.

A longevidade de Dona Justina chama atenção também quando comparada à expectativa de vida no país. Segundo dados do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro é de 76,6 anos. Aos 116, ela ultrapassa essa média em quase quatro décadas e se tornou, para sua família, um verdadeiro símbolo de resistência, afeto e história.

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