ApĂłs prisĂŁo de secretários, Mazinho Serafim desabafa nas redes sociais: “Tem dias que o fardo pesa”

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET 01/12/2021 Ă s 14:16
Mazinho Serafim. Foto: Arquivo/ContilNet

Um dia apĂłs o secretário de Obras e Urbanismo (Semur) de Sena Madureira, Jeocundo CĂ©sar, e uma segunda servidora – que seria subordinada do gestor – serem presos durante a operação “Combustol”, que investiga desvio de combustĂ­veis no âmbito municipal, deflagrada pela PolĂ­cia Civil, o prefeito Mazinho Serafim usou as suas redes sociais para falar sobre “o fardo pesado” que tem carregado nos Ăşltimos dias.

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“Meus amigos, vocĂŞs me conhecem e sabem do meu coração, minha histĂłria Ă© marcada por lutas e vitĂłrias, mas atĂ© aqui o senhor tem me sustentado. Tem dias que o fardo pesa um pouco mais, mas nunca perco a fĂ© e sei que o nosso Deus está no controle de tudo”, escreveu o chefe do executivo municipal.

Mazinho, que estava em Rio Branco durante o trabalho dos agentes, não acompanhou o desdobramento da operação.

“É durante as lutas que a nossa fĂ© Ă© aperfeiçoada e temos os maiores ensinamentos. Deus nĂŁo permite uma provação para nos fazer sofrer, mas sim para nos tornar mais fortes”, finalizou.

De acordo com informações divulgadas pela polícia, os secretários presos são apontados na investigação como “os responsáveis pelo desvio de combustível, entre os dias 08.10.2021 e 16.10.2021, o que ficou evidenciado o desvio de aproximadamente 500 (quinhentos) litros de óleo diesel”.

A polícia informa ainda que a investigação também colheu elementos onde apontou que “cada 100 (cem) litros do combustível eram comercializados ao valor médio de R$ 400,00 (quatrocentos reais), valor esse que era rateado de maneira igualitária entre os acusados”.

Documentos, computadores e outras provas foram apreendidos no escritório da secretaria e podem servir para subsidiar o inquérito policial investigativo. A polícia informa ainda que a prática criminosa de desvio de combustível já vinha acontecendo há “pelo menos 24 meses e mais pessoas já estão sendo investigadas pela participação efetiva no crime”.

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