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Após quase um ano, PCAC identifica três brasileiros mortos na Bolívia

Por Redação ContilNet Fonte: PCAC 24/07/2026 às 12:29

Quase um ano após uma chacina registrada em território boliviano, a Polícia Civil do Acre (PCAC) conseguiu identificar três dos brasileiros assassinados no crime ocorrido em 6 de agosto de 2025. O trabalho foi realizado pela Delegacia-Geral de Capixaba, com apoio do Instituto de Análise Forense (IAF), e representa um avanço nas investigações sobre o caso, que ainda pode ter feito mais vítimas.

As vítimas identificadas são Raimundo Nonato do Nascimento Oliveira, conhecido pelos apelidos de “Nego Blaca”, “Nego da Horta”, “Tim Maia” e “Sheik”; Ana Ires Assis de Souza, conhecida como “Raquel”, esposa de Raimundo; e Leonardo Vinicius Costa de Lima, chamado de “Jubileu”, “Maquito” ou “Calada da Noite”.

De acordo com a Polícia Civil, Raimundo Nonato e Leonardo Vinicius eram foragidos da Justiça brasileira e possuíam extensa ficha criminal. Raimundo era investigado por participação em pelo menos 20 homicídios, entre crimes consumados e tentativas.

Segundo o delegado Aldízio Neto da Silva, a identificação dos corpos representa um passo importante para o esclarecimento do caso.

“A identificação dessas vítimas representa um avanço importante para a investigação. Mesmo diante da complexidade do caso e das dificuldades encontradas, as equipes da Polícia Civil seguem trabalhando para esclarecer todos os fatos, identificar os demais envolvidos e responsabilizar criminalmente aqueles que participaram desses homicídios”, afirmou.

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As investigações apontam que a chacina pode ter deixado pelo menos cinco brasileiros mortos. Além das três vítimas já identificadas, Johnatan Silva Magalhães, conhecido como “Rato” ou “Baixinho Peruano”, e Geovani Costa Almeida também teriam sido assassinados no mesmo contexto, mas a identidade dos corpos ainda não foi oficialmente confirmada.

A apuração revelou ainda que os criminosos tentaram dificultar o trabalho da perícia incendiando os corpos das vítimas. Posteriormente, animais da região, como porcos, galinhas e gado, teriam consumido parte dos restos mortais, tornando a identificação ainda mais complexa.

A principal linha de investigação indica que os assassinatos foram motivados por um racha dentro de uma organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, as vítimas estariam causando prejuízos à facção e teriam sido submetidas a uma espécie de processo de expulsão do grupo antes de serem executadas.

Os suspeitos de participação no crime também seriam brasileiros. Um deles já está preso no Brasil por outros delitos, enquanto outro permanece foragido e estaria escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando atividades ligadas ao tráfico de drogas na região de fronteira.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a dinâmica da chacina, confirmar a identidade das demais vítimas e responsabilizar todos os envolvidos no crime.

VÍDEO:

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