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Bocalom critica ministros em Brasília e cita “injustiça” contra Bolsonaro

Por Matheus Mello 25/08/2026 23:31
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O candidato ao governo do Acre pelo PSDB, Tião Bocalom, afirmou nesta terça-feira (25), durante a sabatina da TV Rio Branco, que não vê problemas na relação entre o Poder Executivo e o Judiciário acreano, mas fez duras críticas ao funcionamento da Justiça em Brasília.

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Questionado sobre a relação do governo com o Judiciário diante das críticas feitas por políticos da direita às instituições, Bocalom disse que a insatisfação não estaria relacionada à Justiça do Acre, mas principalmente às instâncias superiores.

“O que tem sido colocado muito em xeque na Justiça brasileira não é a nossa Justiça aqui, é a Justiça superior, aonde principalmente um ministro comanda todo o sistema judiciário nacional”, afirmou.

Na sequência, Bocalom citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou como “uma injustiça tremenda” o que, segundo ele, estaria sendo feito contra o ex-presidente.

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“O que está acontecendo hoje, por exemplo, com o nosso presidente Bolsonaro, é uma injustiça tremenda aquilo que estão fazendo com ele”, declarou.

O candidato também criticou a atuação de ministros do Judiciário ao questionar a concentração de diferentes funções em um mesmo processo.

“O ministro é delegado, o ministro é promotor, o ministro é vítima e o ministro julga. Quer dizer, isso não se admite”, disse.

Apesar das críticas às instituições superiores, Bocalom fez questão de diferenciar a situação da Justiça acreana. Segundo ele, durante sua gestão na Prefeitura de Rio Branco, o município manteve uma relação de respeito com o Ministério Público e com o Judiciário.

“Eu não tenho nenhum problema na relação com o Judiciário acreano”, afirmou.

Bocalom disse ainda que a prefeitura sempre cumpriu determinações judiciais e que, quando havia divergências com recomendações ou pedidos do Ministério Público, a questão era encaminhada para decisão da Justiça.

“Nunca a Prefeitura de Rio Branco deixou de atender a um mandamento realizado, ou seja, uma sugestão encaminhada pelo Ministério Público”, afirmou.

Para o candidato, eventuais divergências entre o Executivo e o Ministério Público devem ser resolvidas pelas vias institucionais.

“Eu acho que é o caminho, não é para outra coisa”, disse.

Ao final, Bocalom voltou a direcionar as críticas ao cenário nacional e afirmou que vê problemas na relação com as instituições superiores caso, segundo ele, o atual modelo permaneça.

“Agora, evidentemente, que Brasília teremos alguns problemas de continuar do jeito que está hoje”, concluiu.

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