17/08/2026

BR-364 segue interditada após manifestação de comunidade indígena

O bloqueio ocorre em razão de uma manifestação realizada por comunidades do povo Noke Ko’î

Por Redação ContilNet
Mobilização começou por volta das 3h e tem como principal reivindicação a manutenção dos acessos às aldeias/Foto: Reprodução

A BR-364 segue interditada na altura do Km 66, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, durante o horário do almoço desta segunda-feira (17). O bloqueio ocorre em razão de uma manifestação realizada por comunidades do povo Noke Ko’î, em frente à Terra Indígena Katukina.

Segundo a Associação Geral do Povo Noke Ko’î (AGPN), a mobilização começou por volta das 3h e tem como principal reivindicação a manutenção dos acessos às aldeias da Terra Indígena Katukina. Até o início da tarde, a rodovia ainda não havia sido liberada.

De acordo com a associação, as entradas para as comunidades estão em condições precárias e não recebem manutenção adequada há mais de quatro anos. A situação, segundo a AGPN, prejudica o deslocamento de famílias, crianças, idosos e estudantes, além do transporte de alimentos e do acesso de profissionais que prestam serviços e equipes de saúde às aldeias, especialmente durante o período chuvoso.

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A entidade afirma que tentou resolver a situação administrativamente antes da manifestação. Em 16 de julho, a AGPN encaminhou o Ofício nº 023/2026 ao Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), solicitando a recuperação dos acessos.

Ainda segundo a associação, o órgão informou que os serviços seriam realizados de forma fracionada, começando pelo acesso à Aldeia Waninawa e, posteriormente, nos demais trechos, com previsão para o fim de julho ou início de agosto. A AGPN, porém, afirma que não recebeu confirmação de que os trabalhos tenham sido executados.

A manifestação é descrita pela associação como pacífica e organizada. A entidade informou ainda que mantém passagem prioritária para ambulâncias, veículos de resgate e outros atendimentos de emergência, além de se colocar à disposição para dialogar com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A AGPN orienta os usuários da BR-364 a redobrarem a atenção e se programarem diante da interdição. A entidade afirma que espera que a mobilização leve a uma solução concreta para a recuperação dos acessos às aldeias.

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