Caso Yara Paulino: polícia segue sem saber do paradeiro de criança
Quase dois anos após um dos crimes mais chocantes registrados na capital acreana, a Polícia Civil segue empenhada em desvendar o paradeiro da criança ligada ao caso de Iara Paulino — mulher executada por engano após populares confundirem um cachorro morto com o bebê desaparecido. As declarações foram dadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, em entrevista ao podcast Em Cena exibida nesta segunda-feira (31).
Questionado pelo apresentador sobre os rumos da investigação do desaparecimento da criança, Buzolin confirmou que todos os executores e o mandante da morte de Iara foram identificados e presos, mas ressaltou que o paradeiro do menor ainda é uma incógnita.
“Nós não descobrimos nenhum paradeiro daquela criança. A Iara foi executada após populares confundirem um cachorro morto com a criança, executaram ela covardemente. Os responsáveis pela execução foram identificados e foram presos, todos eles presos — inclusive quem mandou realizar aquela execução também foi preso. Porém, nós não conseguimos ainda descobrir o paradeiro daquela criança”, afirmou o delegado-geral.
Apesar de múltiplas informações falsas já terem sido recebidas e descartadas ao longo das apurações por meio do núcleo especializado em desaparecidos, a corporação trabalha com uma hipótese central para o caso. Para a Polícia Civil, há indícios de que o menor continue vivo e escondido.
Perguntado se a criança poderia estar sob a guarda de terceiros, Buzolin foi direto: “Sim, com certeza, com certeza é uma possibilidade, né? Dela estar viva no poder de terceiros.”