13/09/2026

Casos de dengue no Acre mais que dobram em agosto de 2026

Estado registrou 291 casos prováveis no mês, contra 139 em agosto de 2025

Por Anne Nascimento, ContilNetAtualizado
Resultado representa uma alta de 109,4% em relação a agosto de 2025. — Foto: Reprodução

O número de casos prováveis de dengue mais que dobrou no Acre em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 291 registros, contra 139 em agosto de 2025, uma alta de 109,4%. Em agosto de 2024, o estado havia registrado 89 casos.

A elevação chama atenção porque ocorre depois de uma sequência de meses em que os registros de 2026 ficaram muito abaixo dos observados em 2025. O movimento fez de agosto o mês com maior número de casos prováveis de dengue registrado em 2026 desde janeiro.

Apesar da alta, o cenário acumulado do ano ainda apresenta uma redução expressiva. O levantamento epidemiológico aponta 1.887 casos prováveis de dengue em 2026, com coeficiente de incidência de 213,4 casos por 100 mil habitantes. Não foram registrados óbitos confirmados ou em investigação por dengue, e a taxa de letalidade permanece em 0%.

Curva muda ao longo do ano

A comparação mensal mostra uma diferença acentuada entre o comportamento da dengue em 2025 e em 2026.

Em janeiro, o Acre registrou 324 casos prováveis em 2026, contra 2.240 no mesmo mês de 2025 e 2.019 em 2024. Em fevereiro, foram 287 casos neste ano, enquanto 2025 teve 2.233 e 2024, 671.

A diferença continuou nos meses seguintes. Em março, foram 226 casos em 2026, contra 1.436 em 2025 e 456 em 2024. Em abril, os registros ficaram em 217, ante 722 no ano passado e 335 em 2024.

Em maio, foram 213 casos, contra 483 em 2025 e 191 em 2024. Já em junho, o estado registrou 132 casos prováveis, enquanto 2025 contabilizou 243 e 2024, 89.

A distância entre os anos começou a diminuir em julho. Naquele mês, foram 166 casos em 2026, contra 182 em 2025 e 95 em 2024.

Em agosto, porém, a situação se inverteu. Os 291 casos registrados neste ano superaram os 139 do mesmo mês de 2025 e também os 89 de 2024.

O resultado representa uma alta de 109,4% em relação a agosto de 2025 e de aproximadamente 227% na comparação com agosto de 2024.

Em setembro, são 58 casos registrados até o momento. Como o mês ainda está em andamento, o número não pode ser comparado diretamente com os totais fechados de setembro de 2024 e 2025, que foram de 126 e 163 casos, respectivamente.

Primeiro semestre teve forte redução

A principal diferença entre os dois anos está concentrada no primeiro semestre.

Somente nos três primeiros meses de 2025, foram registrados 5.909 casos prováveis, considerando os números mensais apresentados. No mesmo período de 2026, foram 837 casos.

Entre abril e junho, 2025 somou 1.448 registros, enquanto 2026 teve 562.

O cenário muda no terceiro trimestre. Somando julho e agosto, 2026 chegou a 457 casos, acima dos 321 registrados no mesmo período de 2025 e dos 184 contabilizados em 2024.

Os dados mostram, portanto, que a dengue apresentou uma curva bastante diferente neste ano: depois de uma forte redução nos primeiros meses, os registros passaram a crescer no segundo semestre, com agosto concentrando a principal alta.

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Perfil dos casos

Os casos prováveis registrados em 2026 estão distribuídos igualmente entre homens e mulheres. Cada sexo representa 50% das notificações.

Entre os registros segundo raça/cor, a população parda concentra 88,2% dos casos, seguida pela população branca, com 6,8%. Pessoas indígenas e pretas representam 1,3% cada. A população amarela corresponde a 0,5%, enquanto 1,9% dos registros têm a informação não informada ou ignorada.

A faixa etária com maior coeficiente de incidência é a de 20 a 29 anos, com 20,1 casos por 100 mil habitantes entre homens e 23,6 entre mulheres.

Na sequência aparecem as pessoas de 30 a 39 anos, com índices de 14,8 entre homens e 15,0 entre mulheres, e a faixa de 40 a 49 anos, com 14,7 entre homens e 14,4 entre mulheres.

Entre adolescentes de 15 a 19 anos, os coeficientes são de 10,2 casos por 100 mil habitantes entre homens e 11,0 entre mulheres. Na faixa de 10 a 14 anos, os índices são de 9,7 e 7,6, respectivamente.

Os menores índices aparecem entre menores de um ano, com 2,8 casos por 100 mil habitantes entre meninos e 2,7 entre meninas, e nas faixas etárias mais avançadas.

 

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