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Casos de estelionato por meios eletrônicos crescem 28% no Acre em um ano

Por Fhagner Soares, ContilNet 24/07/2026 às 18:35

Acre registra mais de 6 mil estelionatos no ano, com alta expressiva nos crimes virtuais/ Foto: Reprodução

O avanço das transações financeiras digitais e a diversificação de fraudes na internet impulsionaram uma alta nos crimes de estelionato praticados por meios eletrônicos no Acre. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quinta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que as notificações desse tipo de golpe subiram de 473 para 605 no estado entre o ano passado e o período anterior, o que representa um crescimento de 28%.

A aceleração das fraudes em redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas bancárias refletiu diretamente na taxa proporcional por habitante. O indicador subiu de 53,7 para 68,4 casos a cada grupo de 100 mil moradores, alta equivalente a quase 30%. Apesar da expansão dos crimes virtuais, o índice proporcional do Acre permaneceu como o sexto menor do país, ficando atrás apenas de Amazonas (29,1), Piauí (33,2), Sergipe (39,7), Paraíba (46,4) e Pará (59,3).

O levantamento, elaborado com base nos registros formais de secretarias de segurança, forças policiais e Ministérios Públicos, aponta um comportamento distinto entre os golpes digitais e os crimes presenciais. No cômputo geral dos estelionatos — somando modalidades físicas e virtuais —, o estado registrou uma discreta diminuição nas ocorrências, caindo de 6.571 para 6.198 casos. O volume total, contudo, permanece elevado e superior à marca de 6 mil registros anuais.

Tipificado no artigo 171 do Código Penal, o estelionato consiste no ato de induzir ou manter alguém em erro mediante artifício ou engano para obter vantagem ilícita patrimonial. A legislação prevê pena de um a cinco anos de reclusão, além de multa, estipulando agravamento da punição quando a infração é praticada contra idosos ou vulneráveis.

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