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Desmatamento na Amazônia cai 38% e atinge menor nível em uma década

Por Anne Nascimento, ContilNet 12/07/2026 às 10:38
Desmatamento na Amazônia cai 38% e atinge menor nível em uma década

Segundo os dados apresentados pela pré-candidata, além da Amazônia, o Cerrado também registrou redução nos alertas de desmatamento. — Foto: Uêslei Araújo/Sema

O desmatamento na Amazônia registrou queda de 38% no primeiro semestre de 2026, alcançando, segundo dados divulgados por Marina Silva com base no sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o menor patamar em dez anos. A redução foi destacada pela pré-candidata ao Senado por São Paulo como um sinal de avanço das políticas ambientais adotadas pelo governo federal.

Marina Silva afirmou que os números representam um marco na agenda ambiental brasileira e relacionou o resultado ao processo de retomada das políticas socioambientais iniciado no terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os dados divulgados ontem pelo sistema Deter, do Inpe, trazem um alento histórico para o nosso país e renovam a esperança ao vermos se concretizar, na prática, ao longo destes três anos e meio de reconstrução das políticas socioambientais, o compromisso assumido em 2022 de zerar o desmatamento até 2030”, declarou.

Segundo os dados apresentados pela pré-candidata, além da Amazônia, o Cerrado também registrou redução nos alertas de desmatamento. No primeiro semestre, a queda teria sido de 6%, chegando ao menor índice desde 2021. Considerando apenas junho, a redução teria sido de 35% na Amazônia e 5% no Cerrado na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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Marina destacou que a redução representa um avanço, mas afirmou que o cenário ainda exige atenção por causa das condições climáticas previstas para os próximos meses.

“A redução contínua do desmatamento demonstra que estamos na direção correta. Mas a dimensão do desafio não nos permite baixar a guarda”, afirmou.

A ex-ministra também citou projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do CPTEC/Inpe, que apontam possibilidade de uma temporada mais crítica de estiagem e queimadas no segundo semestre.

“As previsões indicam um segundo semestre com condições climáticas favoráveis ao agravamento da estiagem e das queimadas em diversas regiões do país, exigindo vigilância permanente, atuação integrada e pronta capacidade de resposta”, disse.

 

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