Do Partido Comunista, Eudo diz que ‘Frente Popular não tinha futuro no Acre’
O pré-candidato ao Governo do Acre pelo PCB, Eudo Rafael, fez críticas à gestão da antiga Frente Popular do Acre (FPA), bloco de partidos de esquerda que comandou o estado entre 1999 e 2018. Durante sabatina promovida pelo ContilNet na sexta noite da Expoacre 2026, nesta quarta-feira (5), ele afirmou que o grupo perdeu seu projeto político ao longo dos anos e acabou frustrando as expectativas da população.
Segundo Eudo, apesar de reconhecer os investimentos em infraestrutura realizados durante os governos da Frente Popular, o bloco deixou de apresentar um projeto de transformação para o estado.
“Você pega um governo da Frente Popular, que chegou com seus méritos, teve as grandes obras de infraestrutura. Isso eu não estou aqui para negar. Só que essa Frente Popular se confundiu porque não tinha um futuro. Ela queria só gerenciar o Estado”, afirmou.
Na avaliação do candidato, o problema da gestão foi limitar sua atuação à administração da máquina pública, sem promover mudanças estruturais.
“Gerenciar o Estado, para quem já manda no Estado, é não mudar a política”, declarou.
Eudo também criticou a aproximação da Frente Popular com antigos adversários políticos, citando a aliança firmada com o grupo da família Cameli nos anos finais do governo.
“De repente, o sobrinho do Orleir Cameli estava na chapa junto com a Frente Popular. A população se sentia enganada”, disse.
O pré-candidato ainda avaliou que a ascensão da direita ao comando do Estado não representou uma ruptura com o modelo anterior. Segundo ele, o atual grupo político apenas deu continuidade às mesmas práticas econômicas.
“A direita não vendeu um sonho de mudar. Ela vendeu o sonho de continuar. Disse que faria certo pelo mesmo caminho, apostando no empresariado e mantendo a concentração de renda. Isso também não deu solução”, afirmou.
Ao defender sua candidatura, Eudo disse acreditar que o PCB teria condições de vencer a eleição caso tivesse maior alcance junto ao eleitorado.
“Tenho certeza de que, se a nossa candidatura chegar às casas dos acreanos, a gente ganha a eleição. O grande problema é que a democracia não é ampla e a gente não consegue chegar”, concluiu.