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Em um ano, Acre teve o 5º maior número de famílias envolvidas em conflitos por terra

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET 18/04/2022 15:42
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Um levantamento feito pela Comissão Pastoral pela Terra (CPT), publicado nesta segunda-feira (18) no portal Metrópoles, mostra que o Acre está entre os cinco estados com maior número de famílias envolvidas em conflitos por terra em 2021.

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As unidades da Amazônia (Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão) concentraram 61% dos conflitos gerados por grileiros, garimpeiros, madeireiros e grandes empresários.

Os cinco primeiros estados da lista são Pará (31.445 famílias), Roraima (18.917 famílias), Bahia (15.511 famílias), Maranhão (14.377 famílias) e Acre (10.567 famílias).

“Nesta região, a violência segue o ritmo do desmatamento, da pastagem e da soja, sempre rumo ao norte, em uma verdadeira cruzada de saque (desmatamento e minério), apropriação ilícita de terras públicas (grilagem) e violência física contra povos tradicionais, em seus territórios ocupados (expulsão, pistolagem e assassinatos)”, diz um trecho do relatório.

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Na região Norte, 488 conflitos por terra foram registrados. No nordeste: 376.

Os dados publicados pela CPT são de 2021, mas a comissão já tem um levantamento preliminar sobre os registros de 2022. De acordo com a instituição, neste ano, já foram registrados 14 assassinatos em conflitos no campo. A maior parte (4 ocorrências) ocorreu no Pará.

Conteúdo Original / Fonte: EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET
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