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Engenheiros apresentam a candidatos plano para desenvolver o Acre até 2035

Por Anne Nascimento, ContilNet 13/09/2026 15:30
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Infraestrutura, saneamento, habitação, energia e logística estão entre as áreas que o movimento Engenharia Grande de Novo pretende colocar na mesa com candidatos nas eleições de 2026. Nesta terça-feira (15), engenheiros e profissionais de agronomia, geociências e veterinária apresentam uma proposta de desenvolvimento do Acre até 2035. Entre os convidados, estão Mailza Assis, candidata ao Governo; Márcio Bittar, candidato ao Senado; Ney Amorim, candidato a deputado federal; e Marcus Alexandre, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre.

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A Grande Reunião do Movimento Engenharia Grande de Novo está marcada para as 17h, na Rua Antônio Manoel da Silva, nº 207, no bairro Jardim Manoel Julião, em Rio Branco. O encontro terá como foco a apresentação de uma agenda elaborada por profissionais de diferentes áreas, com propostas para infraestrutura, saneamento, habitação, energia, transportes, produção agropecuária e meio ambiente.

O documento elaborado pelo movimento reúne diagnósticos e sugestões divididos em seis eixos estratégicos e estabelece diretrizes para investimentos públicos e privados no estado ao longo dos próximos anos.

A proposta será apresentada aos representantes políticos convidados como uma agenda de demandas e projetos considerados prioritários pelos profissionais que integram o movimento.

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Saneamento

Um dos principais pontos do documento é o saneamento básico. O movimento aponta que apenas Rio Branco dispõe de aterro sanitário, enquanto os demais 21 municípios do Acre utilizam lixões a céu aberto para a destinação de resíduos sólidos.

As propostas vão desde a erradicação dos lixões, implantação de aterros sanitários, programas de compostagem e reciclagem à criação de um órgão gestor único para o saneamento no estado.

O grupo também defende a utilização de Parcerias Público-Privadas (PPPs), com participação do BNDES, para ampliar o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário, incluindo a adoção de tarifa social.

Para Rio Branco, o documento aponta a universalização dos serviços.  O plano também reúne alternativas de engenharia para o enfrentamento das cheias na Bacia do Rio Acre, incluindo estudos sobre abertura de canais artificiais e desvios de vazão.

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Habitação teria R$ 100 milhões por ano

Na área habitacional, o movimento propõe a articulação com o Governo Federal, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil para reduzir o déficit de moradias nas áreas urbanas e rurais.

Entre as sugestões, estão a construção de conjuntos habitacionais verticais de até quatro pavimentos e a implantação de loteamentos urbanizados.

O documento prevê ainda a pactuação de R$ 100 milhões por ano em emendas de bancada para programas de habitação no período de 2027 a 2030.

Para a área rural, a proposta inclui medidas de apoio à agricultura familiar com o objetivo de contribuir para a permanência das famílias no campo.

Rodovias e ferrovia

Em transportes e logística, o movimento defende a reconstrução e restauração prioritária das BR-317 e BR-364, principalmente nos trechos considerados críticos entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.

Também são citadas a pavimentação e abertura da BR-307 e a realização de estudos para a implantação de uma ferrovia entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, com conexão com Rondônia.

Segundo a proposta, o transporte ferroviário poderia contribuir para reduzir os custos de deslocamento de cargas pesadas.

No âmbito estadual, o plano defende a reorganização do Deracre, a pavimentação da AC-090 e a restauração das AC-010 e AC-040.

Também estão previstas a construção de pontes consideradas estratégicas e a revitalização de pistas de pouso em municípios isolados, entre eles Jordão, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Santa Rosa e Tarauacá.

Energia e infraestrutura pública

O documento também propõe a criação de setores especializados em engenharia de manutenção e engenharia hospitalar dentro dos órgãos estaduais.

A medida teria como objetivo melhorar a manutenção das estruturas públicas e a eficiência energética. O movimento destaca ainda a necessidade de fiscalização e adequação do uso de aparelhos de ar-condicionado, que, segundo o documento, podem representar entre 60% e 80% da carga elétrica dos prédios públicos.

Na área de energias renováveis, a proposta prevê incentivo à mini e microgeração distribuída para comunidades isoladas e locais de difícil acesso.

O grupo também defende a retomada e conclusão das obras do Centro de Excelência em Energia do Acre (CEEAC), em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), além da realização de concursos públicos para engenheiros eletricistas.

Produção agropecuária

Para o setor produtivo, o plano prevê investimentos na cadeia do açaí, incluindo estudos para implantação de uma agroindústria destinada ao processamento de produtos pasteurizados e liofilizados.

A modernização das casas de farinha também aparece entre as propostas, com adequações sanitárias e medidas para agregar valor à produção acreana, incluindo a farinha de Cruzeiro do Sul, que possui indicação geográfica.

O movimento defende ainda a ampliação das patrulhas mecanizadas e a substituição do uso do fogo por tecnologias agrícolas, além do incentivo aos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

Também são sugeridos o fortalecimento do cooperativismo rural, incentivo à piscicultura e recuperação de silos para armazenamento de milho, soja e café.

Meio ambiente e tecnologia

Na área ambiental, o documento estabelece como diretriz a busca pelo desmatamento ilegal zero, o monitoramento da cobertura florestal e o estímulo à bioeconomia e à valorização econômica da floresta em pé.

O movimento também propõe o fortalecimento das relações comerciais e ambientais do Acre com Peru e Bolívia.

Entre as propostas complementares estão a criação de um programa de assistência técnica e engenharia gratuita para famílias de baixa renda, a expansão da banda larga e da internet pública e a implantação do Parque Tecnológico Aquiry.

A integração entre universidades e gestão pública também é apontada como estratégia para desenvolver pesquisas aplicadas às necessidades do estado.

Encontro com candidatos

A apresentação das propostas ocorre durante uma reunião que terá a participação de candidatos e profissionais das áreas abrangidas pelo movimento.

Além dos políticos, o encontro reunirá engenheiros, agrônomos, profissionais de geociências e veterinários.

Com o slogan “Juntos por uma Engenharia mais forte no Acre!”, o movimento pretende apresentar aos candidatos uma agenda técnica com propostas para obras, serviços públicos, produção e desenvolvimento sustentável do estado.

O encontro também destaca os 18 anos da Lei Cartaxo, conforme divulgação do movimento.

A proposta será apresentada aos representantes políticos convidados como uma agenda de demandas. — Foto: Reprodução

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