“Fazendo o possível”, diz coordenadora após aluno ser flagrado com simulacro

Coordenadora afirmou que unidade já acompanhava caso

Por Anne Nascimento, ContilNet 18/05/2026 às 14:48

A coordenação da Escola Estadual Doutor Mário de Oliveira, em Rio Branco, se pronunciou nesta segunda-feira (18) após um estudante de 11 anos ser flagrado com dois simulacros de arma de fogo dentro da unidade de ensino, localizada no bairro Capoeira.

Em vídeo encaminhado aos responsáveis pelos alunos, a coordenadora Rosely Cordeiro afirmou que a situação já vinha sendo acompanhada pela escola e que todos os órgãos competentes foram acionados.

“Essa é uma situação que nós já estávamos sabendo, que nós já estamos resolvendo. Esse aluno já está tendo todo atendimento junto com sua família”, declarou.

O caso ganhou repercussão após a Polícia Militar informar que o estudante foi abordado durante uma fiscalização de rotina da Operação Escola Segura. Segundo os policiais, o menino estaria exibindo um dos simulacros e intimidando outros alunos na entrada da escola.

De acordo com a PM, um dos objetos foi produzido artesanalmente com papelão, alumínio e fita isolante, sendo descrito pelo próprio estudante como uma pistola calibre .380. O outro simulacro, semelhante a uma espingarda calibre 12, teria sido montado a partir de uma peça de lavadora de alta pressão acoplada a um cabo.

Ainda conforme os policiais, o estudante relatou que levou os objetos à escola para ameaçar colegas, afirmando sofrer bullying dentro da unidade escolar.

No pronunciamento enviado aos pais, Rosely confirmou que a equipe pedagógica já vinha monitorando o comportamento do aluno e revelou que a família havia sido chamada anteriormente para discutir a situação.

“Na quinta-feira, eu recebi a mãe desse aluno. A gente conversou. É um aluno que tem laudo, é um aluno que tem hiperfoco, é um aluno que não está tomando medicação, por isso que ele está tendo alguns comportamentos agressivos, mas o que não justifica o que ele anda fazendo”, afirmou.

A coordenadora ressaltou ainda que o Conselho Tutelar e o Observatório de Segurança Escolar já acompanham o caso e que a escola aguarda providências mais amplas da rede de apoio.

“O Conselho Tutelar já está dando providência segundo a lei, o Observatório de Segurança também já está sabendo. Então, todos os procedimentos que a escola poderia fazer, nós já fizemos”, destacou.

Rosely também afirmou que o estudante precisará de acompanhamento especializado.

“Agora nós estamos esperando a solução da própria Secretaria de Educação e do Observatório, porque esse aluno vai precisar também de um acompanhamento social e um acompanhamento médico”, disse.

Durante a mensagem, a coordenadora pediu tranquilidade às famílias e reforçou que a escola intensificou a vigilância interna após o episódio. “Fiquem tranquilos. Nós, enquanto escola, estamos fazendo o que é possível e até o que não é possível, muitas vezes, para manter a segurança da escola”, declarou.

Ela também fez um apelo para que os responsáveis acompanhem de perto os filhos e fiscalizem os materiais levados para a escola.

“Peço também que vocês continuem olhando as mochilas dos filhos de vocês antes de vir para a escola. Isso nos ajuda muito, evitando qualquer objeto cortante, qualquer objeto que possa ser instrumento de agressão”, alertou.

A coordenadora ainda chamou atenção para falas consideradas violentas feitas por estudantes em tom de brincadeira.

“Nessa semana nós tivemos um aluno que falou: ‘Ah, eu vou chegar aqui e vou fazer isso, vou fazer aquilo’. Brincando, mas nesse momento isso não é tipo de brincadeira”, enfatizou.

Após a ocorrência, o estudante foi conduzido ao Conselho Tutelar e os simulacros foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pelos procedimentos do caso.

Conteúdo Original / Fonte: Anne Nascimento, ContilNet

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