Em vídeo encaminhado aos responsáveis pelos alunos, a coordenadora Rosely Cordeiro afirmou que a situação já vinha sendo acompanhada pela escola e que todos os órgãos competentes foram acionados.
“Essa é uma situação que nós já estávamos sabendo, que nós já estamos resolvendo. Esse aluno já está tendo todo atendimento junto com sua família”, declarou.
O caso ganhou repercussão após a Polícia Militar informar que o estudante foi abordado durante uma fiscalização de rotina da Operação Escola Segura. Segundo os policiais, o menino estaria exibindo um dos simulacros e intimidando outros alunos na entrada da escola.
De acordo com a PM, um dos objetos foi produzido artesanalmente com papelão, alumínio e fita isolante, sendo descrito pelo próprio estudante como uma pistola calibre .380. O outro simulacro, semelhante a uma espingarda calibre 12, teria sido montado a partir de uma peça de lavadora de alta pressão acoplada a um cabo.
Ainda conforme os policiais, o estudante relatou que levou os objetos à escola para ameaçar colegas, afirmando sofrer bullying dentro da unidade escolar.
No pronunciamento enviado aos pais, Rosely confirmou que a equipe pedagógica já vinha monitorando o comportamento do aluno e revelou que a família havia sido chamada anteriormente para discutir a situação.
“Na quinta-feira, eu recebi a mãe desse aluno. A gente conversou. É um aluno que tem laudo, é um aluno que tem hiperfoco, é um aluno que não está tomando medicação, por isso que ele está tendo alguns comportamentos agressivos, mas o que não justifica o que ele anda fazendo”, afirmou.
A coordenadora ressaltou ainda que o Conselho Tutelar e o Observatório de Segurança Escolar já acompanham o caso e que a escola aguarda providências mais amplas da rede de apoio.
“O Conselho Tutelar já está dando providência segundo a lei, o Observatório de Segurança também já está sabendo. Então, todos os procedimentos que a escola poderia fazer, nós já fizemos”, destacou.
Rosely também afirmou que o estudante precisará de acompanhamento especializado.
“Agora nós estamos esperando a solução da própria Secretaria de Educação e do Observatório, porque esse aluno vai precisar também de um acompanhamento social e um acompanhamento médico”, disse.
Durante a mensagem, a coordenadora pediu tranquilidade às famílias e reforçou que a escola intensificou a vigilância interna após o episódio. “Fiquem tranquilos. Nós, enquanto escola, estamos fazendo o que é possível e até o que não é possível, muitas vezes, para manter a segurança da escola”, declarou.
Ela também fez um apelo para que os responsáveis acompanhem de perto os filhos e fiscalizem os materiais levados para a escola.
“Peço também que vocês continuem olhando as mochilas dos filhos de vocês antes de vir para a escola. Isso nos ajuda muito, evitando qualquer objeto cortante, qualquer objeto que possa ser instrumento de agressão”, alertou.
A coordenadora ainda chamou atenção para falas consideradas violentas feitas por estudantes em tom de brincadeira.
“Nessa semana nós tivemos um aluno que falou: ‘Ah, eu vou chegar aqui e vou fazer isso, vou fazer aquilo’. Brincando, mas nesse momento isso não é tipo de brincadeira”, enfatizou.
Após a ocorrência, o estudante foi conduzido ao Conselho Tutelar e os simulacros foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil, responsável pelos procedimentos do caso.
