Fiocruz aponta aumento de internações por doenças respiratórias no Acre

A SRAG é uma condição que costuma provocar sintomas mais graves

Por Suene Almeida, ContilNet 18/06/2026 às 10:21
Com alta nas internações por gripe, Fiocruz coloca o Acre em alerta | Foto: Reprodução

O Acre está entre os estados brasileiros que continuam registrando crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (18).

O relatório coloca o estado em situação de atenção ao lado de outras 13 unidades da federação que apresentam aumento dos casos nas últimas semanas. Além disso, Rio Branco aparece na lista das capitais com tendência de crescimento das internações por problemas respiratórios.

A SRAG é uma condição que pode ser causada por diferentes vírus e costuma provocar sintomas mais graves, muitas vezes exigindo internação hospitalar. Atualmente, os principais responsáveis pelo avanço da doença são os vírus da gripe (influenza A e B) e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças pequenas.

Embora alguns estados já comecem a apresentar sinais de estabilização, a Fiocruz destaca que o Acre ainda registra níveis elevados de circulação desses vírus.

Além da vacinação, a Fiocruz orienta a população a manter alguns cuidados simples para evitar a transmissão das doenças respiratórias. Entre eles estão o uso de máscara em locais fechados ou com grande circulação de pessoas, a higiene frequente das mãos e o isolamento em caso de sintomas gripais.

No cenário nacional, o boletim mostra que os casos graves continuam crescendo principalmente entre jovens, adultos e idosos. Já entre crianças menores de quatro anos, o ritmo de aumento começou a desacelerar. Nas faixas etárias de 5 a 14 anos, os registros apresentam tendência de queda.

Os dados mais recentes também indicam que o Vírus Sincicial Respiratório é o agente mais frequente entre os casos positivos de SRAG no país, seguido pelos vírus influenza A, rinovírus e influenza B. A Covid-19 continua circulando, mas com participação menor no total de ocorrências registradas.

Somente em 2026, o Brasil já contabilizou mais de 89 mil casos de SRAG e cerca de 3,8 mil mortes associadas à síndrome. Entre os óbitos com identificação do vírus causador, a influenza A aparece como a principal responsável.

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