A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, voltou a operar com todos os leitos ocupados, reacendendo a preocupação de familiares e profissionais de saúde diante da crescente demanda por atendimento especializado na região.
Atualmente, a unidade dispõe de apenas dez leitos para atender pacientes de todo o Vale do Juruá, incluindo moradores de municĂpios do Acre e tambĂ©m do Amazonas. Sem vagas disponĂveis, pacientes em estado grave precisam aguardar atendimento intensivo em outros setores do hospital.
Um dos casos que chama atenção Ă© o da paciente Maria Damisa, que permanece entubada fora da UTI enquanto aguarda uma vaga. Segundo familiares, ela apresenta um quadro cardĂaco delicado, com problemas nas válvulas do coração, arritmia e aumento do ĂłrgĂŁo. Diante da gravidade da situação, a famĂlia pede apoio das autoridades para viabilizar uma transferĂŞncia urgente.
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A ocupação total dos leitos tambĂ©m reflete a alta demanda provocada por pacientes vĂtimas de acidentes graves registrados na regiĂŁo. Entre os internados recentemente estĂŁo dois jovens do municĂpio de Guajará, no Amazonas, que precisaram de atendimento especializado apĂłs acidentes considerados graves.
AlĂ©m da limitação de leitos intensivos para adultos, o Hospital do Juruá nĂŁo conta com unidades semi-intensivas nem UTI pediátrica. Quando crianças necessitam de cuidados mais complexos, a alternativa costuma ser a transferĂŞncia para Rio Branco por meio do Tratamento Fora do DomicĂlio (TFD).
A situação não é inédita. Nos últimos meses, diversos pacientes já precisaram permanecer entubados fora da UTI à espera de vagas, evidenciando a pressão constante sobre a principal unidade hospitalar da região.
Mesmo após investimentos realizados na estrutura do hospital nos últimos anos, a falta de leitos intensivos continua sendo um dos principais desafios enfrentados pela saúde pública no Vale do Juruá, especialmente diante do aumento de casos graves e da demanda regional que ultrapassa os limites de Cruzeiro do Sul.


